Aprenda fazer uma parmegiana de respeito
Ingredients
- 4 coxas com sobrecoxa desossada
- 2 xícaras chá de Farinha de trigo
- 2 xícaras chá de Farinha de rosca
- 3 ovos para empanar
- 6 colheres sopa de azeite
- 1 vidro azeitona preta
- 1 dente alho picado
- 12 tomates para molho
- 1 raminho de manjericão
- 1 cerveja clara long neck
- Sal e pimenta a gosto
- 300 g muçarela ralada
Instructions
- Empane passando na farinha de trigo, depois no ovo e por fim na farinha de rosca.
- Unte um refratário com azeite, disponha os filés empanados e deixe assar no forno por 40 minutos em temperatura de 200°.
- Molho de tomate rústico:
- Pesto de azeitona preta:
- Serve 4 pessoas.
Pelas mãos e panelas do chef Melchior Neto até o tradicional parmegiana ganha uma interpretação inusitada. Já pensou em fazer o preparo com coxa e sobrecoxa de frango desossado? E com pesto de azeitona preta? Ele pensou, fez e agora ensina o passo a passo!
Parmegiana de coxa e sobrecoxa desossada
Ingredientes:
- 4 coxas com sobrecoxa desossada
- 2 xícaras de chá de Farinha de trigo
- 2 xícaras de chá de Farinha de rosca
- 3 ovos para empanar
- 6 colheres de sopa de azeite
- 1 vidro de azeitona preta
- ½ cebola roxa picada
- 1 dente de alho picado
- 12 tomates para molho
- 1 raminho de manjericão
- 1 cerveja clara long neck
- Sal e pimenta a gosto
- 300g de muçarela ralada
Modo de preparo:
Deixe as coxas e sobrecoxas marinando na água da azeitona por 2 horas ou mais. Esse caldo já tem bastante sal e por isso não precisa temperar os filés.
Empane passando na farinha de trigo, depois no ovo e por fim na farinha de rosca.
Unte um refratário com azeite, disponha os filés empanados e deixe assar no forno por 40 minutos em temperatura de 200°.
Retire do forno e faça a montagem do parmegiana colocando molho por baixo, depois os filés, mais molho, muçarela e por fim, jogue o pesto de azeitona e mais molho deixando as 3 cores em destaque. Coloque para gratinar e sirva
Molho de tomate rústico:
Corte os tomates ao meio, retire a semente e coloque no microondas por 5 minutos ou até soltar a pele. Remova a pele e transfira para uma tábua e pique grosseiramente com a faca.
Faça um refogado com a cebola, o alho e o manjericão, jogue os tomates picados, mexa bem, acerte o sal e pimenta do reino, jogue a cerveja e deixe apurar para evaporar o álcool da cerveja. Reserve
Pesto de azeitona preta:
Retire os caroços, coloque a medida de uma xícara de água, 3 colheres de azeite, 2 colheres de sopa de parmesão ralado. Bata com mixer ou liquidificador até virar um creme.
Serve 4 pessoas.
A Gastronomia como Patrimônio Cultural
A alimentação humana é muito mais do que necessidade biológica — é linguagem, identidade e memória. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra seminal O Cru e o Cozido (1964), argumentou que a distinção entre alimentos crus e cozidos é a primeira e mais fundamental distinção cultural da humanidade: cozinhar transforma natureza em cultura, e cada técnica culinária é uma declaração filosófica sobre quem somos. Cada receita que passa de geração em geração carrega não apenas ingredientes e técnicas, mas histórias de migração, adaptação, escassez, abundância e criatividade.
O Brasil ocupa uma posição única na gastronomia mundial por ser o resultado de três grandes encontros culinários: a cozinha indígena (com seus processos de fermentação, uso de raízes, peixe e frutas amazônicas), a cozinha africana (com o dendê, quiabo, amendoim, coco e as técnicas de cozimento lento) e a cozinha europeia (principalmente portuguesa, com seu azeite, bacalhau, vinhos e doçaria conventual). A essa base, somaram-se as contribuições de japoneses, italianos, alemães, sírio-libaneses e tantos outros grupos que chegaram a partir do século XIX, enriquecendo ainda mais o mosaico culinário brasileiro.
Por que Cozinhar em Casa Faz Diferença
Pesquisas consistentes demonstram que pessoas que cozinham em casa regularmente têm dietas nutricionalmente superiores às que dependem de alimentação industrializada ou de restaurantes. Um estudo publicado no Public Health Nutrition com 9.569 participantes mostrou que quem cozinha mais de 5 vezes por semana consome 137 calorias a menos por refeição, mais vegetais e menos gorduras saturadas do que quem raramente cozinha. Além disso, o ato de cozinhar em si tem benefícios documentados para a saúde mental: é uma atividade mindfulness, de foco no presente, que combina criatividade, técnica e resultados tangíveis — uma receita (literalmente) para reduzir estresse e ansiedade.
O desperdício alimentar é outro fator onde cozinhar em casa faz grande diferença: quando temos controle sobre os ingredientes, usamos sobras de forma criativa, reduzindo o descarte. O Brasil desperdiça 46 milhões de toneladas de alimentos por ano — mais do que a produção total de muitos países — e grande parte desse desperdício ocorre no nível doméstico. Receitas que aproveitam cascas, talos e sementes não são apenas economia: são posicionamento ético diante de um sistema alimentar que precisa urgentemente de mudança.
Ingredientes de Qualidade: O Segredo Mais Simples
Chefs de restaurantes com estrelas Michelin frequentemente revelam que seu maior segredo não é a técnica — é a qualidade dos ingredientes. Um tomate cultivado lentamente em solo rico, colhido maduro, tem um perfil de sabor incomparavelmente superior ao tomate verde colhido antes do ponto e amadurecido artificialmente em câmaras frigoríficas. O mesmo vale para azeite extravirgem de primeira prensagem versus óleo refinado, para queijo artesanal versus processado, para frango de granja versus criação convencional. Apoiar produtores locais, mercados de agricultores e feiras orgânicas não é apenas escolha gastronômica — é investimento na biodiversidade alimentar, na saúde do solo e na economia das comunidades rurais.