Aprenda como fazer Cookie Vegano de Abóbora
Ingredients
- 4 xícaras de abóbora orgânica descascadas e cozida;
- 1 xícara de uvas passas;
- suco de 1 laranja orgânica;
- ½ colher chá de noz moscada;
- 1 colher chá de canela;
- 2 xícaras de farinha de coco feita em casa;
- 3 colheres sopa de melado;
- 3 colheres sopa de Pasta de Castanha de Caju.
Instructions
- Sobre A Boa Terra:
Ingredientes:
- 4 xícaras de abóbora orgânica descascadas e cozida;
- 1 xícara de uvas passas;
- suco de 1 laranja orgânica;
- ½ colher de chá de noz moscada;
- 1 colher de chá de canela;
- 2 xícaras de farinha de coco feita em casa;
- 3 colheres de sopa de melado;
- 3 colheres de sopa de Pasta de Castanha de Caju.
Modo de preparo:
Amasse com garfo a abóbora cortada e cozida. Acrescente o restante dos ingredientes e misture bem. Porcione os biscoitos com uma colher, coloque na assadeira e leve ao forno por aproximadamente 20 minutos. Em seguida, leve para gelar por 12 horas e sirva com um copo de leite vegetal de sua preferência da A Tal da Castanha.
Sobre A Boa Terra:
A Boa Terra é pioneira na agricultura orgânica no Brasil e na entrega de cestas orgânicas na porta de casa. Em 1981 os fundadores Joop e Tini seguiram o sonho de uma sociedade e agricultura mais justa, respeitando o equilíbrio com a natureza, e o homem que produz e que se alimenta da terra. Tudo isso em uma época que a grande maioria das pessoas não sabia, nem nunca tinha ouvido falar o que era um alimento orgânico. Atualmente, centenas de famílias são atendidas por semana na grande São Paulo, Ribeirão Preto e cidades mais próximas ao Sítio.
A Cozinha Vegetal: Uma Tradição Milenar
A alimentação baseada em plantas tem raízes muito mais profundas do que o movimento vegano contemporâneo. Na Índia, o vegetarianismo é praticado há mais de 2.500 anos por influência do jainismo e do hinduísmo, com textos como o Mahabharata defendendo a não-violência (ahimsa) como princípio que inclui a alimentação. Pitágoras, o matemático grego do século VI a.C., era vegetariano e proibia seus discípulos de comer carne — tanto por razões éticas quanto pela crença na transmigração das almas. Nos monastérios budistas do leste asiático, a cozinha zen (shojin ryori) desenvolveu ao longo de séculos uma das culinárias vegetais mais sofisticadas do mundo, com técnicas que transformam tofu, algas e raízes em pratos de requinte extraordinário.
O veganismo moderno como movimento organizado surgiu na Inglaterra em 1944, quando Donald Watson fundou a Vegan Society e criou o termo “vegan”. Mas foi nas últimas duas décadas que a cozinha vegetal explodiu como fenômeno gastronômico global, impulsionada por chefs como Alain Passard (Arpège, Paris), que em 2001 chocou o mundo ao remover toda carne do cardápio do seu restaurante três estrelas Michelin, demonstrando que a alta gastronomia poderia florescer sem proteína animal.
Nutrição Plant-Based: Como Montar uma Refeição Completa
A principal preocupação nutricional em dietas plant-based é garantir todos os aminoácidos essenciais, que individualmente são incompletos em proteínas vegetais mas se complementam quando combinados estrategicamente. Arroz com feijão, clássico brasileiro, é o exemplo perfeito: o arroz é pobre em lisina mas rico em metionina, enquanto o feijão tem o oposto — juntos, formam proteína completa equivalente à carne. Quinoa, soja, edamame e hemp são as poucas proteínas vegetais “completas” isoladamente.
Nutrientes que merecem atenção especial em dietas veganas incluem: vitamina B12 (presente apenas em alimentos de origem animal — suplementação é essencial); cálcio (abundante em vegetais de folha verde escura, brócolis e tofu preparado com sais de cálcio); ferro não-heme (melhorado pela combinação com vitamina C); ômega-3 (linhaça, chia e nozes fornecem ALA, precursor do EPA e DHA, mas a conversão é limitada — algas são a fonte mais direta de DHA vegetal).
Ingredientes Veganos que Surpreendem o Mundo
A criatividade da cozinha vegana global resultou em substitutos e técnicas que desafiam expectativas. O jackfruit (jaca) verde desfiada imita a textura de carne de porco desfiada com impressionante fidelidade — técnica usada há séculos no sul da Índia que o mundo ocidental “descobriu” há poucos anos. O aquafaba (água do cozimento do grão-de-bico) espuma e firma como clara de ovo, permitindo mousses e merengues veganos. O caju processado cru forma um “cream cheese” de sabor surpreendente. E o carvão ativado, a beterraba e a cúrcuma tingem massas e pães de cores vívidas sem corantes artificiais. No Brasil, a cozinha vegana absorveu ingredientes amazônicos como açaí, cupuaçu, castanha-do-pará e priprioca, criando uma identidade vegetal genuinamente brasileira.
