Aproveite a casca neste bolo de banana

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Aproveite a casca neste bolo de banana

Prep Time 15 minutes
Cook Time 30 minutes
Total Time 45 minutes
Servings 4 porções

Ingredients
  

  • 3 ou 4 bananas;
  • 1 xícara óleo ou óleo de coco;
  • 3 ovos;
  • 1 xícara açúcar mascavo ou demerara;
  • 1 xícara farinha de trigo integral;
  • 1 xícara aveia em flocos finos;
  • 2 colheres chá de canela em pó;
  • 1 colher sopa de fermento.

Instructions
 

  • Disponha a massa em uma forma redonda e deixe assar em forno médio. A receita é ótima para acompanhar com chá fresquinho.
  • Sobre A Boa Terra:

Não, você não leu errado. A casca de banana que normalmente é descartada pode ser reaproveitada em receitas. Ela por si é rica em fibra e luteína, antioxidante que protege os olhos contra a exposição ultravioleta e combate a catarata. Também é possível encontrar boas doses de ômega- 6, potássio, cálcio e magnésio.

Mas, será que isso é seguro? De acordo com Violeta Stoltenborg, responsável pela Comunicação do Sítio A Boa Terra, as cascas, os talos e as sementes concentram grandes quantidades de vitaminas, minerais, fibras e nutrientes essenciais para manter a saúde em dia, principalmente, se elas forem provenientes de uma agricultura orgânica que não utiliza adubos químicos, fertilizantes ou agrotóxicos.

Importante lembrar que o consumo de cascas e talos requer uma higienização caprichada, ainda mais no momento em que a saúde está em pauta. Dito isso, vamos ao passo a passo. Confira.

Ingredientes:

  • 3 ou 4 bananas;
  • 1 xícara de óleo ou óleo de coco;
  • 3 ovos;
  • 1 xícara de açúcar mascavo ou demerara;
  • 1 xícara de farinha de trigo integral;
  • 1 xícara de aveia em flocos finos;
  • 2 colheres de chá de canela em pó;
  • 1 colher de sopa de fermento.

Preparo:

Bater no liquidificador as cascas de banana com o óleo, até ficar uma massa homogênea. Em seguida, acrescente os ovos e bata novamente. Inclua o açúcar e quando esses ingredientes estiverem bem batidos despeje tudo em uma vasilha.

Na vasilha misture a farinha integral com a aveia aos poucos e vá mexendo. Acrescente a canela em pó, misture e, então, coloque as bananas em rodelas misturadas na massa para dar um sabor a mais. Por último, coloque o fermento.

Disponha a massa em uma forma redonda e deixe assar em forno médio. A receita é ótima para acompanhar com chá fresquinho.

Sobre A Boa Terra:

O Sítio A Boa Terra é um dos pioneiros na agricultura orgânica no Brasil e na entrega de cestas orgânicas na porta de casa. Em 1981 os fundadores Joop e Tini seguiram o sonho de uma sociedade mais justa e uma agricultura também mais justa, mais em equilíbrio com a natureza, com o homem que produz e que se alimenta da terra. Tudo isso em uma época que a grande maioria das pessoas não sabia, nem nunca tinha ouvido falar o que era um alimento orgânico. Atualmente, centenas de famílias são atendidas por semana na grande São Paulo, Ribeirão Preto e algumas cidades mais próximas ao Sítio.

A Arte das Sobremesas: Açúcar, Ciência e Cultura

As sobremesas têm uma história intimamente ligada à disponibilidade do açúcar. Na Europa medieval, apenas os mais ricos podiam se dar ao luxo de sobremesas doces — o açúcar de cana era importado do Oriente e custava mais que muitas especiarias. A palavra “sobremesa” em si revela sua posição ritual: sobre a mesa, servida depois de retirar os pratos principais, era o momento de exibição de riqueza e sofisticação do anfitrião. Os confeiteiros medievais eram considerados artistas e alquimistas — suas criações em açúcar esculpido (subtletés) representavam castelos, animais e figuras bíblicas que desapareciam no final do banquete.

No Brasil, a doçaria tem raízes em três grandes tradições: a portuguesa (com seus bolos de amêndoa, ovos moles e quindins que vieram dos conventos do Alentejo e Algarve), a africana (com as cocadas, pamonhas e derivados de dendê e amendoim dos povos escravizados) e a indígena (com os doces de frutas nativas, as paçocas de amendoim e as garimpadas com mel de abelhas sem ferrão). A fusão dessas três tradições criou uma doçaria nacional única no mundo.

A Química das Sobremesas: Por que Funcionam

Fazer sobremesas é, literalmente, fazer ciência. O comportamento do açúcar em diferentes temperaturas define texturas completamente distintas: a 105°C forma-se a calda (para compotas), a 115°C o ponto de bala mole (para marshmallow), a 150°C o caramelo claro, a 170°C o caramelo escuro que amargura levemente. O leite Maillard — reação entre proteínas e açúcares acima de 140°C — cria os aromas tostados do doce de leite, do brigadeiro e do leite condensado aquecido que tornam essas sobremesas irresistíveis.

O chocolate merece atenção especial: o cacau contém teobromina, um estimulante mais suave que a cafeína que eleva o humor, e feniletilamina, neurotransmissor associado ao estado de apaixonamento. Chocolates com 70%+ de cacau contêm flavonoides (especialmente epicatequina) com comprovada ação cardiovascular — estudos da Universidade Harvard mostram que consumo moderado de chocolate amargo está associado a 37% menos eventos cardiovasculares. Quantidades equilibradas de qualidade premium, portanto, são literalmente boas para o coração.

Sobremesas Icônicas ao Redor do Mundo

Cada cultura tem suas sobremesas de alma que definem identidade nacional. O tiramisù italiano (criado em Treviso nos anos 1960, com café espresso, mascarpone e savoiardi) tornou-se a sobremesa mais pedida nos restaurantes do mundo. O baklava turco-árabe de nozes e mel em camadas finíssimas de massa folhada é símbolo de hospitalidade no Oriente Médio. O mochi japonês de arroz glutinoso e recheio de pasta de feijão é vendido em 450 variedades na estação das cerejas. O crème brûlée francês com sua casquinha de açúcar caramelizado na hora fascina pela combinação de texturas. E o brigadeiro brasileiro — criado na campanha presidencial de Getúlio Vargas nos anos 1940 — conquistou o mundo como “doce nacional” e hoje aparece em cardápios de restaurantes finos de Paris a Nova Iorque.

Criado em: 27/07/2020

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Atualizado em: 23/06/2026

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