Cerrado no Prato e Belini: cursos e jantares no DF

Pratos elaborados com ingredientes do Cerrado no Prato durante jantar especial na Belini, em Brasília
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Por que o Cerrado no Prato importa para a gastronomia brasiliense

A valorização dos ingredientes nativos do Cerrado deixou de ser pauta restrita a pesquisadores e passou a ocupar cozinhas profissionais e mesas de restaurante. O Cerrado no Prato é um dos coletivos que mais contribuiu para essa virada: reúne chefs com trajetórias distintas, mas com o mesmo interesse em mostrar que o bioma oferece uma despensa rica e ainda pouco explorada pelo grande público.

A parceria com a Belini — casa conhecida pela qualidade dos pães artesanais e pela curadoria de produtos — amplia o alcance dessa proposta. Além das aulas, uma gôndola especial dentro da padaria vai comercializar os insumos utilizados nos módulos, aproximando o consumidor final dos ingredientes que chegam à mesa.

Os cinco módulos e seus chefs

A programação se estende de setembro a dezembro, com encontros noturnos das 19h30 às 23h. Cada módulo tem identidade própria, refletindo a especialidade de quem o conduz.

Matheus Zanella — Aproveitamento integral e cultura do Cerrado

Aulas: 30/09 e 02/10 | Jantar: 04/10 | Menu disponível na Belini: 7 a 17/10

Zanella trabalha o aproveitamento integral do peixe e a combinação de técnicas orientais com insumos locais. Nas aulas, o tambaqui aparece curado no tucupi e empanado com PANC, enquanto a mãozinha de porco desossada ganha um vinagrete de maracujá do cerrado.

MomentoPrato
Aula 30/9Aletas e queixos de tambaqui empanados, PANC com ponzu, maionese de pequi
Aula 30/9Filé de tambaqui curado no tucupi, leite de baru com dashi e semente de coentro fermentada
Aula 2/10Filé de peixe no vapor com óleo de coco Indaiá e biscoito de gergelim Kalunga
Aula 2/10Mãozinha de porco desossada, vinagrete de maracujá do cerrado, salada criolla
Jantar — EntradaAletas e queixos de peixe empanados, PANC com ponzu e maionese de pequi
Jantar — PrincipalFilé de peixe no vapor com óleo de coco Indaiá, maionese de ossos de peixe e biscoito de gergelim Kalunga
Jantar — SobremesaCreme de castanha de baru, sorbet de abóbora e limão rosa, pralinê de baru e abóbora nixtamalizada

Ana Paula Jacques — Valorizando o Cerrado pela gastronomia

Aulas: 14/10 e 16/10 | Jantar: 18/10 | Menu disponível na Belini: 21 a 31/10

Jacques propõe uma abordagem sensorial: os alunos analisam óleos e especiarias do Cerrado antes de cozinhar. O arroz caldoso de galinha com pequi do quilombo e o pão de mel de jatobá com caramelo salgado são os destaques práticos

MomentoPrato
Aula 14/10Análise sensorial de óleos do Cerrado + arroz caldoso de galinha com pequi do quilombo
Aula 16/10Análise sensorial de especiarias + pão de mel de jatobá com caramelo salgado
Jantar — EntradaBolinho de arroz do quilombo com maionese de pequi
Jantar — PrincipalPorco, marmelada e vegetais da horta
Jantar — SobremesaPain d’épice de jatobá e pimenta de macaco com toffee de cagaita

Leo Hamu — Técnicas ancestrais do Cerrado

Aulas: 28/10 e 30/10 | Jantar: 01/11 | Menu disponível na Belini: 4 a 14/11

Hamu mergulha nas raízes da cozinha sertaneja e nas influências da imigração árabe no Centro-Oeste. A sopa de chapeuzinho — capeletes de carne suína cozidos na coalhada com hortelã — e a Chica Doida, pamonha de milho com bacon, linguiça e queijo, são receitas que carregam memória afetiva e técnica ao mesmo tempo.

MomentoPrato
Aula 28/10Sopa de chapeuzinho (capeletes suínos na coalhada com hortelã) + arroz com carne na lata e açafrão da terra
Aula 30/10Quibebe de carne de sol com manteiga de garrafa + Chica Doida (pamonha com bacon, linguiça e queijo)
Jantar — EntradaChich Barak (coalhada síria cozida com hortelã e capeletes)
Jantar — PrincipalCarne de fumeiro com tutu e salada de azedinha com palmito de guariroba
Jantar — SobremesaBanana assada com melado e queijo curado

Leandro Nunes — Técnicas modernas e o futuro da gastronomia do Cerrado

Aulas: 11/11 e 13/11 | Jantar: 15/11 | Menu disponível na Belini: 18 a 28/11

Nunes traz a linguagem da alta gastronomia para os insumos do bioma. Espumas, consomês e raviólis de ganache com araticum mostram que o Cerrado no Prato também dialoga com a cozinha contemporânea sem perder identidade regional.

MomentoPrato
Aula 11/11Espuma de tahine de gergelim Kalunga com ovo mollet + mignon suíno com “couro” de cagaita e consomê com telha de azeite de babaçu
Aula 13/11Pato de sol com farofa de pimenta de macaco e castanha de pequi + ravióli de ganache de chocolate com araticum e mesocarpo de baru
Jantar — EntradaBrioche tostada com espuma de tahine Kalunga e creme de abacate
Jantar — PrincipalMignon suíno ao molho de cagaita e purê de mangarito
Jantar — SobremesaGanache de chocolate e araticum

Simon Lau — Frutas e carne de porco do Cerrado

Aulas: 25/11 e 27/11 | Jantar: 29/11 | Menu disponível na Belini: 2 a 12/12

Lau fecha o ciclo explorando a confeitaria e a charcutaria do bioma. Cajuzinho, cagaita, mangaba, cajá e baunilha do cerrado entram em compotas, sorbets e coquetéis, enquanto o suã de porco ganha compota de cagaita e farofa de Goiás Velho.

MomentoPrato
Aula 25/11Confits, compotas, sucos, geleias, sorbets e coquetéis de cajuzinho, cagaita, mangaba, cajá e baunilha do cerrado
Aula 27/11Patê de porco na lata com confit de cajuzinho + almôndegas de porco com chutney de cajá + suã com compota de cagaita e farofa de Goiás Velho
Jantar — EntradaPatê de pato na lata com confit de cajuzinho e peta de óleo Indaiá com gergelim Kalunga
Jantar — PrincipalSuã de porco com banana da terra frita, ora-pro-nóbis e farofa de Goiás Velho
Jantar — SobremesaTrifle de cajuzinho do cerrado, macarons de castanha de pequi e creme inglês com baunilha do cerrado

Encerramento e certificação

No dia 2 de dezembro, os cinco chefs se reúnem para a aula de encerramento: coquetel final com fingerfood e entrega de certificados para os alunos que concluírem o curso completo.

Valores, inscrições e o que está incluso

ModalidadeValorVagas
Curso completo — 1º loteR$ 1.990,0015
Curso completo — 2º loteR$ 2.160,0015
Módulo individualR$ 600,00Limitadas
Jantar especial (público geral)R$ 128,00 ou R$ 88,00*Aberto

*Sem bebidas. Alunos matriculados têm 30% de desconto nos jantares.

A matrícula no curso completo inclui aulas práticas, material didático, avental e uma faca de chef Tramontina. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (61) 3345-0777.

O que diz o público

A proposta de unir uma padaria de bairro consolidada a um coletivo de chefs com foco em bioma tem gerado entusiasmo entre os frequentadores habituais da Belini e entre quem acompanha o trabalho do Cerrado no Prato há mais tempo. O que mais chama atenção nas conversas é a combinação entre acessibilidade — os módulos podem ser comprados separadamente — e profundidade técnica, com chefs que dominam tanto a cozinha ancestral quanto as técnicas contemporâneas. A gôndola de produtos nativos dentro da padaria também é vista como um diferencial: permite que o aluno continue experimentando os ingredientes depois das aulas, no cotidiano de casa. Para quem não quer se comprometer com o curso, os jantares abertos ao público funcionam como porta de entrada para esse universo.

Conclusão

Você já conhecia algum dos chefs do projeto ou já provou algum prato com ingredientes do cerrado? Conta nos comentários.

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Perguntas frequentes

O que é o Cerrado no Prato?

O Cerrado no Prato é um coletivo de chefs de Brasília dedicado a valorizar os ingredientes nativos do bioma Cerrado na gastronomia. O grupo promove eventos, jantares e iniciativas educativas para difundir o uso de insumos como pequi, baru, cagaita e outros produtos regionais.

Onde acontecem os cursos e jantares da parceria Belini e Cerrado no Prato?

As aulas e jantares especiais acontecem na Belini Pães e Gastronomia, localizada na CLS 113, bloco D, lojas 35 e 36, na 113 Sul, em Brasília (DF).

Quanto custa participar dos cursos do Cerrado no Prato na Belini?

O curso completo custa R$ 1.990,00 no primeiro lote (15 vagas) e R$ 2.160,00 no segundo lote (15 vagas). Também é possível adquirir módulos individuais por R$ 600,00 cada. O valor inclui aulas, material didático, avental e uma faca de chef Tramontina.

Quais chefs participam do projeto Culinária e Cultura — Edição Cerrado no Prato?

Cinco chefs conduzem os módulos: Matheus Zanella (aproveitamento integral e cultura do Cerrado), Ana Paula Jacques (valorização do Cerrado pela gastronomia), Leo Hamu (técnicas ancestrais), Leandro Nunes (técnicas modernas) e Simon Lau (frutas e carne de porco do Cerrado).

Os jantares especiais são abertos ao público geral?

Sim. Os jantares que encerram cada módulo são abertos ao público. Os valores são R$ 128,00 e R$ 88,00 por pessoa, sem bebidas. Alunos matriculados no curso têm 30% de desconto. Após cada jantar, o menu especial fica disponível na Belini por duas semanas.

Criado em: 25/09/2019

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Atualizado em: 23/06/2026

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