Confira a receita de torta de cereja para o ano novo
Ingredients
- 2 xícaras chá de farinha de trigo
- 1 colher chá de sal
- 2/3 xícara de chá de gordura vegetal em pedaços
- Cerca de ¼ de xícara de chá de água
- 4 xícaras chá de cerejas frescas sem caroço
- 1 xícara chá de açúcar
- 2 colheres sopa de manteiga em temperatura ambiente
- 1/3 xícara de chá de farinha de trigo
Instructions
- Tempo de Preparo: 45 minutos.
- Rendimento: 8 a 10 porções.
Confira a receita de torta de cereja para o ano novo da Divino Fogão.
Ingredientes:
Massa:
- 2 xícaras de chá de farinha de trigo
- 1 colher de chá de sal
- 2/3 de xícara de chá de gordura vegetal em pedaços
- Cerca de ¼ de xícara de chá de água
Recheio:
- 4 xícaras de chá de cerejas frescas sem caroço
- 1 xícara de chá de açúcar
- 2 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente
- 1/3 de xícara de chá de farinha de trigo
Modo de Preparo:
Peneire a farinha e o sal em uma tigela e abra uma cavidade no centro. Adicione a gordura vegetal aos poucos e, com a ponta dos dedos e sem muita pressão, incorpore os ingredientes até obter textura de farofa. Acrescente a água aos poucos até dar liga (evite trabalhar a massa em excesso).
Embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por meia hora. Abra 2/3 da massa com o rolo e forre uma forma de fundo removível de 22 cm de diâmetro. Em uma vasilha, coloque todos os ingredientes do recheio e misture tudo, coloque o recheio na torta. Abra o restante da massa, corte-a em tiras e faça um gradeado por cima do recheio. Asse em forno médio-alto, de 180ºC a 200ºC, por em média 35 minutos ou até que a massa esteja dourada e o recheio borbulhando. Espere amornar ou esfriar para desenformar a torta.
Dica do Chef: Polvilhe um pouco de açúcar de confeiteiro e coloque algumas cerejas com o cabinho para decorar a torta e dar um charme na hora de servir.
Tempo de Preparo: 45 minutos.
Rendimento: 8 a 10 porções.
A Arte das Sobremesas: Açúcar, Ciência e Cultura
As sobremesas têm uma história intimamente ligada à disponibilidade do açúcar. Na Europa medieval, apenas os mais ricos podiam se dar ao luxo de sobremesas doces — o açúcar de cana era importado do Oriente e custava mais que muitas especiarias. A palavra “sobremesa” em si revela sua posição ritual: sobre a mesa, servida depois de retirar os pratos principais, era o momento de exibição de riqueza e sofisticação do anfitrião. Os confeiteiros medievais eram considerados artistas e alquimistas — suas criações em açúcar esculpido (subtletés) representavam castelos, animais e figuras bíblicas que desapareciam no final do banquete.
No Brasil, a doçaria tem raízes em três grandes tradições: a portuguesa (com seus bolos de amêndoa, ovos moles e quindins que vieram dos conventos do Alentejo e Algarve), a africana (com as cocadas, pamonhas e derivados de dendê e amendoim dos povos escravizados) e a indígena (com os doces de frutas nativas, as paçocas de amendoim e as garimpadas com mel de abelhas sem ferrão). A fusão dessas três tradições criou uma doçaria nacional única no mundo.
A Química das Sobremesas: Por que Funcionam
Fazer sobremesas é, literalmente, fazer ciência. O comportamento do açúcar em diferentes temperaturas define texturas completamente distintas: a 105°C forma-se a calda (para compotas), a 115°C o ponto de bala mole (para marshmallow), a 150°C o caramelo claro, a 170°C o caramelo escuro que amargura levemente. O leite Maillard — reação entre proteínas e açúcares acima de 140°C — cria os aromas tostados do doce de leite, do brigadeiro e do leite condensado aquecido que tornam essas sobremesas irresistíveis.
O chocolate merece atenção especial: o cacau contém teobromina, um estimulante mais suave que a cafeína que eleva o humor, e feniletilamina, neurotransmissor associado ao estado de apaixonamento. Chocolates com 70%+ de cacau contêm flavonoides (especialmente epicatequina) com comprovada ação cardiovascular — estudos da Universidade Harvard mostram que consumo moderado de chocolate amargo está associado a 37% menos eventos cardiovasculares. Quantidades equilibradas de qualidade premium, portanto, são literalmente boas para o coração.
Sobremesas Icônicas ao Redor do Mundo
Cada cultura tem suas sobremesas de alma que definem identidade nacional. O tiramisù italiano (criado em Treviso nos anos 1960, com café espresso, mascarpone e savoiardi) tornou-se a sobremesa mais pedida nos restaurantes do mundo. O baklava turco-árabe de nozes e mel em camadas finíssimas de massa folhada é símbolo de hospitalidade no Oriente Médio. O mochi japonês de arroz glutinoso e recheio de pasta de feijão é vendido em 450 variedades na estação das cerejas. O crème brûlée francês com sua casquinha de açúcar caramelizado na hora fascina pela combinação de texturas. E o brigadeiro brasileiro — criado na campanha presidencial de Getúlio Vargas nos anos 1940 — conquistou o mundo como “doce nacional” e hoje aparece em cardápios de restaurantes finos de Paris a Nova Iorque.

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