Purê de ervilha, vagem e abobrinha para bebês
Ingredients
- 25 g vagem macia;
- 25 g abobrinha;
- ¼ xícara ervilha-torta em pedaços pequenos.
Instructions
- Onde comprar produtos frescos e orgânicos?
Segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde, a introdução alimentar de outros alimentos além do leite materno pode ser iniciada a partir do sexto mês de vida. Até essa idade, o aleitamento materno deve ser exclusivo e não há necessidade de apresentar novos sabores ao bebê, já que o leite da mãe é uma importante fonte de energia, proteína e outros nutrientes. Isso sem falar no vínculo afetivo que é fortalecido.
A alimentação oferecida ao bebê depois dos 6 meses deve ser composta de alimentos que nascem da terra ou dão em árvores, como arroz, feijões, raízes, verduras, legumes e frutas. Lembrando que é importante continuar amamentando a criança até os dos anos de idade. O Sítio A Boa Terra separou uma receita de papinha com ervilha-torta, vagem e abobrinha para as mamães que acham que chegou o momento certo de introduzir alimentos sólidos. Confira a seguir.
Ingredientes:
- 25g de vagem macia;
- 25g de abobrinha;
- ¼ xícara de ervilha-torta em pedaços pequenos.
Modo de preparo:
Corte as vagens em pequenos pedaços e pique a abobrinha. Coloque tudo em uma panela juntamente com as ervilhas-torta e cubra com água fervente. Deixe cozinhar por aproximadamente dez minutos ou até ficarem macias. Em seguida, passe o cozido pelo processador ou liquidificador para fazer o purê. Não se esqueça de passar tudo por um coador de rede fina para eliminar fiapos ou cascas de ervilhas.
Onde comprar produtos frescos e orgânicos?
O Sítio A Boa Terra é uma empresa delivery de produtos orgânicos que leva até a sua família o melhor da roça e sem venenos. Há cestas montadas a partir de R$ 36 reais e as entregas podem acontecer semanalmente ou conforme necessidade de cada pessoa.
O lugar fica meio no caminho das cidades de Casa Branca e Itobi, no estado de São Paulo, próximo à divisa com Minas Gerais. Atualmente, eles entregam seus produtos a centenas de famílias por semana incluindo a grande São Paulo, Ribeirão Preto, Holambra, Vargem Grande do Sul, Casa Branca, São José do Rio Pardo e Itobi.
Mais informações pode ser obtidas pelo WhatsApp no número (19) 99169 7729 ou pelo site do Sítio A Boa Terra. No Instagram, você pode encontrar um pouco mais da rotina dos produtores e mais receitas saborosas.
A Gastronomia como Patrimônio Cultural
A alimentação humana é muito mais do que necessidade biológica — é linguagem, identidade e memória. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra seminal O Cru e o Cozido (1964), argumentou que a distinção entre alimentos crus e cozidos é a primeira e mais fundamental distinção cultural da humanidade: cozinhar transforma natureza em cultura, e cada técnica culinária é uma declaração filosófica sobre quem somos. Cada receita que passa de geração em geração carrega não apenas ingredientes e técnicas, mas histórias de migração, adaptação, escassez, abundância e criatividade.
O Brasil ocupa uma posição única na gastronomia mundial por ser o resultado de três grandes encontros culinários: a cozinha indígena (com seus processos de fermentação, uso de raízes, peixe e frutas amazônicas), a cozinha africana (com o dendê, quiabo, amendoim, coco e as técnicas de cozimento lento) e a cozinha europeia (principalmente portuguesa, com seu azeite, bacalhau, vinhos e doçaria conventual). A essa base, somaram-se as contribuições de japoneses, italianos, alemães, sírio-libaneses e tantos outros grupos que chegaram a partir do século XIX, enriquecendo ainda mais o mosaico culinário brasileiro.
Por que Cozinhar em Casa Faz Diferença
Pesquisas consistentes demonstram que pessoas que cozinham em casa regularmente têm dietas nutricionalmente superiores às que dependem de alimentação industrializada ou de restaurantes. Um estudo publicado no Public Health Nutrition com 9.569 participantes mostrou que quem cozinha mais de 5 vezes por semana consome 137 calorias a menos por refeição, mais vegetais e menos gorduras saturadas do que quem raramente cozinha. Além disso, o ato de cozinhar em si tem benefícios documentados para a saúde mental: é uma atividade mindfulness, de foco no presente, que combina criatividade, técnica e resultados tangíveis — uma receita (literalmente) para reduzir estresse e ansiedade.
O desperdício alimentar é outro fator onde cozinhar em casa faz grande diferença: quando temos controle sobre os ingredientes, usamos sobras de forma criativa, reduzindo o descarte. O Brasil desperdiça 46 milhões de toneladas de alimentos por ano — mais do que a produção total de muitos países — e grande parte desse desperdício ocorre no nível doméstico. Receitas que aproveitam cascas, talos e sementes não são apenas economia: são posicionamento ético diante de um sistema alimentar que precisa urgentemente de mudança.
Ingredientes de Qualidade: O Segredo Mais Simples
Chefs de restaurantes com estrelas Michelin frequentemente revelam que seu maior segredo não é a técnica — é a qualidade dos ingredientes. Um tomate cultivado lentamente em solo rico, colhido maduro, tem um perfil de sabor incomparavelmente superior ao tomate verde colhido antes do ponto e amadurecido artificialmente em câmaras frigoríficas. O mesmo vale para azeite extravirgem de primeira prensagem versus óleo refinado, para queijo artesanal versus processado, para frango de granja versus criação convencional. Apoiar produtores locais, mercados de agricultores e feiras orgânicas não é apenas escolha gastronômica — é investimento na biodiversidade alimentar, na saúde do solo e na economia das comunidades rurais.
