Receita baiana da Tapioca de Cacau
Ingredients
- 250 g fécula de mandioca
- 250 g cacau orgânico em pó
- 1 copo água
Instructions
- Misture a fécula de mandioca com o cacau orgânico em pó. Acrescente o copo de água para hidratar e deixe
- Rendimento: 1 porção
Preparar opções gastronômicas refinadas e únicas é uma das especialidades da cozinha do Txai Itacaré, localizado a pouco mais de uma hora de Ilhéus e projetado para ressaltar as belezas da Costa do Cacau, na Bahia. Por ali, uma das opções que mais agradam é a Tapioca de Cacau que pode ser encontrada nos restaurantes Orixá ou Praia conhecidos por apresentarem versões sofisticadas da culinária baiana, sempre com ingredientes regionais e técnicas internacionais.
Fácil de fazer, a receita tem apenas dois passos e demora pouco mais de 20 minutos para ficar pronta e encantar quem tem preferência por doce. Vamos ao passo a passo?
Ingredientes:
- 250g de fécula de mandioca
- 250g de cacau orgânico em pó
- 1 copo de água
- Geleia de cacau
- Coco ralado para polvilhar
- Nibs de cacau da Dengo para decorar
Modo de Preparo:
Misture a fécula de mandioca com o cacau orgânico em pó. Acrescente o copo de água para hidratar e deixe
descansar por 10 minutos. Com uma peneira, faça uma camada da tapioca de cacau em uma frigideira e leve ao fogo. Quando estiver firme, espalhe uma colher de sopa de geleia de cacau, polvilhe coco ralado e dobre ao meio. Sirva quente com alguns nibs de cacau da Dengo.
Rendimento: 1 porção
Pães, Tortas e Salgados: A Arte da Massa Fermentada
O pão é o alimento mais universal da história humana — presente em todas as civilizações que domesticaram gramíneas, do trigo mediterrâneo ao milho americano, do arroz asiático ao centeio europeu. O pão fermentado mais antigo encontrado pelos arqueólogos data de 14.400 anos e foi descoberto em Shubayqa, na Jordânia, indicando que grupos de caçadores-coletores faziam pão antes mesmo da agricultura. A fermentação espontânea — descoberta provavelmente por acidente, quando a massa foi esquecida e ao ser assada ficou mais leve e saborosa — transformou para sempre a relação da humanidade com os cereais. Veja também: Falafel: receita do bolinho árabe que conquistou o Brasil.
A quiche lorraine, torta salgada por excelência, nasceu na região da Lorena, na fronteira entre França e Alemanha, possivelmente no século XVI. A palavra “quiche” deriva do alemão Kuchen (bolo), e o recheio original era apenas ovo, creme e bacon defumado — o queijo foi adição posterior que se tornou indissociável da receita moderna. As tortas salgadas em geral têm esse mesmo DNA de praticidade: uma crosta que serve de recipiente e transportador, preenchida com o que havia disponível na despensa, assada para conservar e fácil de carregar em viagens e trabalhos de campo. Veja também: Panqueca Brulee de Nata Suica: receita cremosa com Reserva de Minas e acucar caramelizado.
Nutrição: Massas Fermentadas e Suas Vantagens
A fermentação transforma quimicamente os cereais, tornando-os nutricionalmente superiores à farinha crua. As bactérias lácticas do fermento natural (sourdough) consomem parte dos carboidratos simples, reduzindo o índice glicêmico do pão. Mais importante: o ácido fítico — presente nos cereais integrais e que bloqueia a absorção de ferro, zinco e cálcio — é degradado pela fermentação em até 50%, tornando esses minerais mais biodisponíveis. Pão de fermentação natural tem pH mais ácido que o pão de fermento biológico, o que retarda o crescimento de mofo e prolonga naturalmente sua vida útil.
A tapioca, goma extraída da mandioca, é naturalmente sem glúten e com baixo teor proteico — ideal para quem tem doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. O pão de queijo mineiro, feito com polvilho azedo (polvilho fermentado), tem textura única graças ao amido gelatinizado durante o cozimento que cria a estrutura elástica característica sem necessidade de glúten. Veja também: Prepare panquecas nutritivas e coloridas para a criançada.
Tradições Panificadoras ao Redor do Mundo
A cultura do pão artesanal está em plena renascença global. Na França, a baguette tradicional — com apenas farinha, água, sal e fermento — ganhou reconhecimento como patrimônio imaterial da UNESCO em 2022. No Irã, o sangak é assado em leito de pedrinhas quentes e consumido quente no café da manhã por milhões de pessoas diariamente. Na Etiópia, o injera de teff fermentado é simultaneamente prato e talheres — a base esponjosa sobre a qual os ensopados são servidos e com a qual são consumidos. No Brasil, o pão de queijo é talvez o maior fenômeno de exportação da padaria nacional, vendido em aeroportos do mundo todo e representando a herança das fazendas mineiras do século XVIII, onde o polvilho substituía a farinha de trigo importada escassa.
Perfil Completo do Restaurante Dengo Chocolates