Por: 3 Talheres

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Criado em:

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Em: Doces e Sobremesas, Receitas

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Atualizado em:

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Receita de Panacota de chocolate e geleia de abacaxi com hortelã

Prep Time 15 minutes
Cook Time 30 minutes
Total Time 45 minutes
Servings 4 porções

Ingredients
  

  • 100 ml leite
  • 400 ml creme de leite fresco
  • 12 g gelatina em folha
  • 200 g chocolate meio amargo
  • 1 xícara (chá) de geleia gourmet de abacaxi com hortelã Homemade

Instructions
 

  • Sirva com cobertura de Geleia Gourmet de Abacaxi com Hortelã da Homemade.
  • Sobre a Homemade

Que tal impressionar neste mês? Separamos para você mais uma das nossas deliciosas receitas com geleia do livro editado em homenagem aos 50 anos da Homemade. Veja!

Ingredientes

  • 100 ml de leite
  • 400 ml de creme de leite fresco
  • 12g de gelatina em folha, hidratada conforme as instruções da embalagem
  • 200g de chocolate meio amargo, picado

Cobertura

  • 1 xícara (chá) de geleia gourmet de abacaxi com hortelã Homemade

Modo de preparo

Em uma panela, junte o leite com o creme de leite e, quando começar a ferver, desligue e adicione a gelatina hidratada. Misture bem e volte para o fogo baixo, adicione o chocolate e mexa bem para derreter. Disponha em tacinhas e leve para gelar.
Sirva com cobertura de Geleia Gourmet de Abacaxi com Hortelã da Homemade.

Sobre a Homemade

A marca foi criada em 1968 por um barão europeu, que desenvolveu a receita em seu sítio em Campos do Jordão, região serrana do estado de São Paulo. A marca Homemade foi adquirida pela CICA no final da década de 70, o que expandiu sua distribuição para todo Brasil. No final da década de 90, após um período de pulverização do mercado e entrada de produtos importados no país, dois empresários paulistanos compraram a marca e fizeram questão de resgatar o conceito presente desde os primórdios da fabricação das geleias – ‘feito em casa’ – como forma de preservar o verdadeiro sabor que a natureza proporciona.

A Arte das Sobremesas: Açúcar, Ciência e Cultura

As sobremesas têm uma história intimamente ligada à disponibilidade do açúcar. Na Europa medieval, apenas os mais ricos podiam se dar ao luxo de sobremesas doces — o açúcar de cana era importado do Oriente e custava mais que muitas especiarias. A palavra “sobremesa” em si revela sua posição ritual: sobre a mesa, servida depois de retirar os pratos principais, era o momento de exibição de riqueza e sofisticação do anfitrião. Os confeiteiros medievais eram considerados artistas e alquimistas — suas criações em açúcar esculpido (subtletés) representavam castelos, animais e figuras bíblicas que desapareciam no final do banquete.

No Brasil, a doçaria tem raízes em três grandes tradições: a portuguesa (com seus bolos de amêndoa, ovos moles e quindins que vieram dos conventos do Alentejo e Algarve), a africana (com as cocadas, pamonhas e derivados de dendê e amendoim dos povos escravizados) e a indígena (com os doces de frutas nativas, as paçocas de amendoim e as garimpadas com mel de abelhas sem ferrão). A fusão dessas três tradições criou uma doçaria nacional única no mundo.

A Química das Sobremesas: Por que Funcionam

Fazer sobremesas é, literalmente, fazer ciência. O comportamento do açúcar em diferentes temperaturas define texturas completamente distintas: a 105°C forma-se a calda (para compotas), a 115°C o ponto de bala mole (para marshmallow), a 150°C o caramelo claro, a 170°C o caramelo escuro que amargura levemente. O leite Maillard — reação entre proteínas e açúcares acima de 140°C — cria os aromas tostados do doce de leite, do brigadeiro e do leite condensado aquecido que tornam essas sobremesas irresistíveis. leia também sobre Pudim de doce de leite cremoso sem açúcar

O chocolate merece atenção especial: o cacau contém teobromina, um estimulante mais suave que a cafeína que eleva o humor, e feniletilamina, neurotransmissor associado ao estado de apaixonamento. Chocolates com 70%+ de cacau contêm flavonoides (especialmente epicatequina) com comprovada ação cardiovascular — estudos da Universidade Harvard mostram que consumo moderado de chocolate amargo está associado a 37% menos eventos cardiovasculares. Quantidades equilibradas de qualidade premium, portanto, são literalmente boas para o coração.

Sobremesas Icônicas ao Redor do Mundo

Cada cultura tem suas sobremesas de alma que definem identidade nacional. O tiramisù italiano (criado em Treviso nos anos 1960, com café espresso, mascarpone e savoiardi) tornou-se a sobremesa mais pedida nos restaurantes do mundo. O baklava turco-árabe de nozes e mel em camadas finíssimas de massa folhada é símbolo de hospitalidade no Oriente Médio. O mochi japonês de arroz glutinoso e recheio de pasta de feijão é vendido em 450 variedades na estação das cerejas. O crème brûlée francês com sua casquinha de açúcar caramelizado na hora fascina pela combinação de texturas. E o brigadeiro brasileiro — criado na campanha presidencial de Getúlio Vargas nos anos 1940 — conquistou o mundo como “doce nacional” e hoje aparece em cardápios de restaurantes finos de Paris a Nova Iorque.

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