Serão produzidas apenas 600 unidades de 375ml, engarrafadas no estilo champagneFoi em 2008, após visitar uma cervejaria, que o empresário se apaixonou por esse universo. Um ano depois, montou sua fábrica piloto, uma espécie de laboratório cervejeiro onde suas primeiras cervejas começaram a tomar forma (e sabor). Nascia assim a Cervejaria Berggren. “Em 2008 visitei uma fábrica de cerveja e fiquei impressionado com tudo o que vi, fazendo minha vontade de investir no ramo aumentar ainda mais”, ressalta o empresário.Onze anos e 4 prêmios internacionais depois, a Berggren opera com uma capacidade de produção de 800.000 litros por mês, marcando presença nos estabelecimentos de cinco estados brasileiros. Além disso, suas instalações são utilizadas também por outras cervejarias artesanais, tanto para fabricação quanto para envase de suas cervejas.Em seu aniversário, a Berggren não quis deixar a data passar em branco e decidiu homenagear sua trajetória de sucesso com uma cerveja especial de edição limitada, a Onze Anos: uma lupulada triple IPA, carregada de aromas e sabores cítricos e frutados. O destaque fica para o triplo dry hopping de lúpulos americanos extremamente nobres e frescos, os absurdos 100 IBU’s e a potência de 9,5% de álcool.Além disso, de maneira a reforçar a importância dessa celebração, a Onze Anos terá apenas 600 unidades e será envasada no estilo champagne. “Queremos brindar em grande estilo esse aniversário, por isso preparamos essa edição especial. É uma forma de homenagear nossos consumidores que, durante todos esses anos, nos motivaram a buscar, cada vez mais, novas receitas e ideias”, afirma Lucas Berggren, diretor geral da marca.O preço sugerido da Berggren Onze Anos é R$27,00. A previsão de lançamento é dia 25 de novembro.
Sobre a Berggren
A Berggren é uma cervejaria que foi oficialmente inaugurada em novembro de 2015. Quem está à frente dos trabalhos é o Diretor Geral Lucas Berggren. A empresa teve seu projeto iniciado entre 2008/2009, quando a família Berggren começou a estudar o funcionamento dos equipamentos para a montagem da fábrica e entre 2013/2014 a família, que tem atuação na indústria têxtil, ganhou um fôlego financeiro e deu retomada definitiva ao projeto.Cervejas especiais: quando o rótulo vira experiência
As cervejas de edição limitada transformaram a forma como o público enxerga a bebida. Não se trata mais apenas de matar a sede, mas de viver uma experiência sensorial, muitas vezes irrepetível. Rótulos como o modelo champagne da Berggren mostram como técnicas emprestadas do mundo dos espumantes — segunda fermentação, perlage fina, taças específicas — elevam a cerveja a um patamar de sofisticação que rivaliza com vinhos de celebração. É a cerveja vestida para a ocasião, pensada para brindar momentos especiais.
Essa busca por exclusividade abriu espaço para a ousadia. Cervejarias passaram a explorar ingredientes que ninguém esperava encontrar em uma garrafa, criando rótulos que viram notícia. Um exemplo extremo é a inusitada cerveja com figos, tucupi negro e formigas saúvas, que leva a experimentação a um nível quase performático, traduzindo a biodiversidade brasileira em sabor. Edições assim provam que a cerveja artesanal é, hoje, um dos terrenos mais férteis da gastronomia para quem gosta de surpresas.
O que torna uma cerveja artesanal única
A singularidade de uma cerveja artesanal nasce da combinação de quatro elementos básicos — água, malte, lúpulo e levedura — manipulados com criatividade. Pequenas variações em cada um deles mudam radicalmente o resultado: a torra do malte define cor e notas de caramelo ou café; o lúpulo determina amargor e aroma; a levedura imprime caráter frutado ou condimentado; e a água, muitas vezes esquecida, influencia o perfil mineral. É no domínio dessas variáveis que o mestre cervejeiro encontra sua assinatura.
A liberdade da cervejaria artesanal está justamente em poder romper as regras. Adições de frutas, especiarias, mel, café e ingredientes regionais ampliam o repertório muito além dos estilos europeus tradicionais. Processos como o envelhecimento em barris de carvalho ou a fermentação espontânea acrescentam camadas de complexidade. Cada decisão é uma escolha autoral, e é essa assinatura pessoal que faz com que duas cervejas do mesmo estilo possam ser experiências completamente distintas.
Nossa opinião
Cervejas especiais como o modelo champagne mostram que a bebida amadureceu e conquistou lugar à mesa em ocasiões antes reservadas a vinhos e espumantes. Gostamos de como esses rótulos desafiam preconceitos e convidam o consumidor a degustar com calma, prestando atenção a aromas e texturas em vez de apenas beber. É um convite ao prazer consciente.
Para quem quer explorar esse universo, recomendamos começar pelas edições limitadas das cervejarias locais e provar com curiosidade, sem medo do inusitado. Servir na taça correta e na temperatura adequada faz enorme diferença na percepção dos aromas. No fim, a cerveja especial premia quem se permite experimentar — e raramente decepciona quem busca algo além do comum.
Cerveja à mesa: harmonizações que valem a pena
Tratar a cerveja como protagonista da harmonização é uma das tendências mais saborosas da gastronomia atual. Diferente do que muitos imaginam, a bebida acompanha pratos sofisticados com a mesma elegância de um vinho. Cervejas leves e cítricas, como as Pilsen e as Witbier, refrescam o paladar ao lado de frutos do mar e saladas. As mais amargas, como as IPA, equilibram pratos apimentados e gordurosos. Já as escuras, ricas em malte torrado, dialogam lindamente com carnes, queijos curados e sobremesas de chocolate.
O segredo está em buscar equilíbrio ou contraste de forma consciente. Uma cerveja de edição especial, com perfil complexo, merece um prato à altura, que valorize seus aromas sem competir com eles. Vale experimentar combinações inusitadas e confiar no próprio paladar: a harmonização perfeita é, no fim, aquela que mais agrada a quem está à mesa, transformando uma refeição comum em uma pequena celebração dos sentidos.
