Para quem deseja conhecer as características e degustar vinhos brasileiros, o Bla’s Cozinha Criativa promove um curso sobre o tema. O workshop será ministrado no dia 10 de fevereiro, a partir das 19h30, pelo sommelier Hállysson Carvalho. O especialista vai ensinar sobre o mundo dos vinhos, suas uvas, características, história e análises.A ideia da dupla é preparar os amantes da bebida a escolherem os rótulos adequados para a ocasião certa, como explica o Hállysson. “O intuito do curso é ensinar a pessoa comum a chegar a uma adega e escolher o próprio vinho na falta de um profissional e também ter sua própria opinião sobre cada uva”.O curso conta com uma degustação de cinco rótulos genuínos brasileiros e cada tipo de uva harmonizada com pratos elaborados pelo Chef Gabriel Blas. Os pratos serão de alta gastronomia remetendo a cada região do país.Os pratos serão servidos como um cardápio degustação conjuntamente com seus respectivos vinhos harmonizados. A noite será um master class sobre o mundo do vinho e uma abordagem do olhar gastronômico dos palestrantes, para que os alunos tenham a melhor experiência e avaliação sensorial de todo o processo enogastrônomico.A ocasião será cheia de conversas, debates e muitas informações sobre todos os temas, tanto sobre vinhos quanto sobre os pratos que serão servidos. O valor do investimento é de R$ 349.
Bla´s Endereço: CLN 406 Bloco D Loja 38 Telefone: (61) 3879-3430 Horário: Terça a sábado das 12h às 16h; Quarta a sábado das 19h às 23h; e Domingo das 12h às 16h Siga: facebook.com/blas406 e instagram.com/blas406 Curso de vinhos para iniciantes + jantar harmonizado Valor: R$ 349,00. Data: 10 de fevereiro (quinta-feira) Horário: 19h30 Vendas: https://www.restauranteblas.com/blas-curso
O que se aprende em um curso de vinhos para iniciantes
Um curso de vinhos para iniciantes vai muito além de provar rótulos: ele entrega autonomia. O grande objetivo é tirar o medo da carta de vinhos e da prateleira do supermercado, ensinando o aluno a escolher uma garrafa com segurança mesmo sem a presença de um sommelier. Nas primeiras aulas, costuma-se apresentar as principais castas — Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Chardonnay, Sauvignon Blanc — e como cada uva se traduz em aromas, corpo e acidez na taça. Entender essa base já resolve boa parte das dúvidas de quem se sente perdido diante de tantas opções.
Em seguida vêm os conceitos de região e clima. O aluno descobre por que um vinho de clima frio tende a ser mais ácido e elegante, enquanto um de clima quente entrega fruta madura e mais álcool. Também aprende a decifrar o rótulo: safra, teor alcoólico, denominação de origem e classificação. Esse vocabulário transforma a compra em uma decisão consciente, e não em um chute guiado apenas pelo preço ou pela beleza da etiqueta.
Degustação: como treinar o paladar para sentir mais
A degustação é o coração de qualquer curso. Ela se organiza em três etapas: visual, olfativa e gustativa. Na análise visual, observa-se cor e intensidade, que já entregam pistas sobre idade e concentração. Na olfativa, gira-se a taça para liberar os aromas e tenta-se identificar famílias de cheiros — frutas, flores, especiarias, madeira. Por fim, a etapa gustativa avalia acidez, taninos, corpo e a persistência do sabor depois de engolir. Com prática, o paladar se educa e passa a perceber nuances que antes passavam despercebidas.
Esse treino sensorial é o que permite comparar rótulos e formar opinião própria. Não à toa, muitos cursos sugerem provar vinhos da mesma uva em versões diferentes para perceber o impacto do terroir e da vinificação. Quem quer praticar em casa pode partir de seleções já pensadas para a ocasião, como os rótulos argentinos selecionados por sommelier para degustação, que reúnem exemplares de boa tipicidade e ajudam a calibrar a percepção sem complicação. Aos poucos, o que parecia técnica de especialista vira hábito prazeroso.
Harmonização: o casamento entre o prato e a taça
Harmonizar é encontrar o equilíbrio entre o vinho e a comida para que um valorize o outro. A regra clássica de combinar por intensidade — pratos leves com vinhos leves, pratos robustos com vinhos encorpados — resolve a maioria das situações. Tintos estruturados pedem carnes vermelhas e queijos curados; brancos frescos brilham ao lado de peixes, frutos do mar e saladas; espumantes, pela acidez e efervescência, limpam o paladar e acompanham desde frituras até sobremesas. Já harmonizações por contraste, como um vinho doce com queijo azul, criam efeitos surpreendentes.
O mais valioso é entender que não existe regra absoluta: o melhor vinho é aquele que agrada quem bebe. Os cursos costumam encerrar com um jantar harmonizado justamente para mostrar, na prática, como a mesma taça muda de personalidade conforme o que está no prato. Essa experiência sensorial fixa o aprendizado de um jeito que nenhuma teoria isolada consegue.
Nossa opinião
Investir em um curso de vinhos é um dos caminhos mais prazerosos para quem quer deixar de beber no automático e começar a entender o que está na taça. Gostamos da proposta de unir teoria, degustação guiada e jantar harmonizado, porque é essa combinação que transforma informação em vivência — e vivência é o que de fato fica. Para os brasileiros, ainda há o bônus de conhecer melhor os rótulos nacionais, que vêm ganhando prêmios e espaço merecido no mercado.
Nossa recomendação para quem está começando é não se intimidar com o vocabulário técnico. Vinho é cultura, mas é, antes de tudo, prazer. Comece provando, anote o que gostou e use essas referências para as próximas compras. Com o tempo, a confiança cresce e a escolha de uma garrafa — seja para um jantar comum ou para presentear alguém querido — deixa de ser fonte de ansiedade para virar parte da diversão.
Vinhos brasileiros: a surpresa que vale conhecer
Um dos maiores ganhos de um curso com degustação de rótulos nacionais é desfazer o velho preconceito de que vinho bom é só importado. A vitivinicultura brasileira amadureceu de forma impressionante nas últimas décadas, com destaque para a Serra Gaúcha, o Vale dos Vinhedos e a inusitada produção de inverno do Vale do São Francisco, no semiárido nordestino. Os espumantes nacionais, em especial, conquistaram prêmios internacionais e hoje figuram entre os melhores do Cone Sul.
Provar lado a lado um tinto da Campanha Gaúcha, um espumante da Serra e um branco de altitude ajuda o iniciante a perceber a diversidade do país em uma única noite. Além de valorizar o produtor local, é uma forma de descobrir rótulos com ótima relação entre preço e qualidade — muitas vezes mais acessíveis que os importados de patamar equivalente. Sair de um curso conhecendo bons vinhos brasileiros é, no fim, um atalho para presentear e impressionar sem gastar uma fortuna.
Perguntas frequentes
Preciso de experiência prévia para fazer um curso de vinhos?
Não. Cursos para iniciantes partem do zero, apresentando as principais uvas, os conceitos de degustação e harmonização e a leitura de rótulos. O objetivo é justamente dar autonomia a quem nunca estudou o tema, para que consiga escolher uma boa garrafa com confiança.
Como treinar o paladar para degustar vinhos?
Pratique as três etapas da degustação: observe a cor, sinta os aromas girando a taça e avalie acidez, taninos e corpo ao provar. Compare vinhos da mesma uva em versões diferentes para perceber nuances. Com repetição, o paladar se educa e passa a identificar detalhes que antes passavam despercebidos.
Qual a regra básica de harmonização de vinhos?
Combinar por intensidade resolve a maioria dos casos: pratos leves com vinhos leves e pratos robustos com vinhos encorpados. Tintos estruturados pedem carnes vermelhas, brancos frescos acompanham peixes e saladas, e espumantes funcionam do aperitivo à sobremesa. Mas o melhor vinho é sempre o que agrada quem está bebendo.
