Chef Paula Stephan ensina três receitas com sotaque francês
Ingredients
- 200 ml água ou leite
- 100 g farinha de trigo
- 50 g manteiga
- 2 a 3 ovos
- 2 colheres sopa de queijo meia cura ralado
- 1 pitada sal
- 150 g farinha de trigo integral
- 100 g farinha de amêndoas
- 200 g açúcar mascavo
- 30 g uvas passas
- 30 g figos secos
- 30 g nozes pecan
- 1 xícara óleo de girassol ou de coco
- 1 xícara leite integral ou vegetal
- 2 ovos
- 1 colher sopa de fermento em pó
- 10 g otas de essência de panetone (opcional)
- 1 pacote massa folhada
- 150 g chocolate meio amargo
- 100 g creme de leite fresco quente
- 150 g creme de leite fresco gelado
- 4 colheres açúcar demerara ou comum
- 1 caixa de morangos
Instructions
- BOLO DE FRUTAS SECAS
- 150 g de farinha de trigo integral
- 100 g de farinha de amêndoas
- 200 g de açúcar mascavo
- 30 g de uvas passas
- 30 g de figos secos
- 30 g de nozes pecan
- 1 xícara de óleo de girassol ou de coco
- 1 xícara de leite integral ou vegetal
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 10 gotas de essência de panetone (opcional)
- MIL FOLHAS DE CHOCOLATE COM CALDA DE MORANGO
- 1 pacote de massa folhada
- 150 g de chocolate meio amargo
- 100 g de creme de leite fresco quente
- 150 g de creme de leite fresco gelado
- 4 colheres de açúcar demerara ou comum
- 1 caixa de morangos
- SOBRE A CHEF PAULA STEPHAN
- Instagram: @paulastephan.chef
Para quem gosta de inovar na hora de ir para cozinha, a Chef Paula Stephan selecionou três receitas com sotaque francês que, além de impressionar, são fáceis de fazer e vão deixar o lanche da tarde muito mais gostoso.
Para quem quer impressionar, a chef substituiu nosso tradicional pão de queijo pelo Gougère, um pãozinho francês super leve que pode ser saboreado com manteiga, pastinhas e geleias.
Outra sugestão diferente é o Bolo de Frutas Secas, que além de levar as farinhas de amêndoas e integral, harmoniza a doçura das uvas passas e dos figos secos com a crocância das nozes pecan.
Para quem quer uma opção mais sofisticada, Paula indica um Mil Folhas de Chocolate com Calda de Morango que intercala camadas de massa folhada e creme de chocolate com azedinho da calda de morangos frescos.
Confira as sugestões:
GOUGÈRE (PÃO DE QUEIJO FRANCÊS)
Ingredientes:
- 200 ml de água ou leite
- 100 g de farinha de trigo
- 50 g de manteiga
- 2 a 3 ovos
- 2 colheres de sopa de queijo meia cura ralado
- 1 pitada de sal
Preparo:
Aqueça o leite com a manteiga e coloque uma pitada de sal. Assim que aquecer bem, adicione a farinha despejando de uma vez só. Mexa bem até secar, por cerca de 4 minutos. Retire da panela e aguarde esfriar um pouco. Adicione os ovos, 1 a 1 incorporando bem. Acrescente o queijo. Coloque a massa em um saco de confeiteiro. Faça bolinhas com a massa sobre um tapete de silicone colocado em forma e asse por 30 minutos no forno a 170º C com a porta semi aberta. Sirva a seguir.
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BOLO DE FRUTAS SECAS
Ingredientes:
- 150 g de farinha de trigo integral
- 100 g de farinha de amêndoas
- 200 g de açúcar mascavo
- 30 g de uvas passas
- 30 g de figos secos
- 30 g de nozes pecan
- 1 xícara de óleo de girassol ou de coco
- 1 xícara de leite integral ou vegetal
- 2 ovos
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 10 gotas de essência de panetone (opcional)
Preparo:
Bata os ovos com açúcar. Em seguida, adicione o leite e o óleo. Com um fouet adicione e misture as farinhas. Junte as frutas secas, (antes passe-as na farinha de trigo) e a essência de panetone. Por último agregue o fermento. Unte uma forma com manteiga e enfarinhe. Despeje a massa e asse em forno 180º C por 30 minutos.
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MIL FOLHAS DE CHOCOLATE COM CALDA DE MORANGO
Ingredientes:
- 1 pacote de massa folhada
- 150 g de chocolate meio amargo
- 100 g de creme de leite fresco quente
- 150 g de creme de leite fresco gelado
- 4 colheres de açúcar demerara ou comum
- 1 caixa de morangos
Preparo:
Corte a massa folhada em retângulos e coloque em uma assadeira com tapete de silicone. Coloque outro tapete de silicone sobre a massa e outra assadeira por cima para fazer peso para que a massa folhada fique bem fininha. Asse por 25 minutos em forno 180º C. Aqueça 100 g de creme de leite fresco e despeje sobre o chocolate mexendo até o total derretimento do chocolate. Em seguida, adicione aos poucos o creme de leite gelado. Misture e leve à geladeira por, no mínimo, 3 horas. Retire e bata na batedeira em velocidade média até ter uma boa consistência. Cuidado para não bater demais e virar manteiga. Leve em uma panela os morangos com 4 colheres de açúcar demerara. Deixe em fogo baixo por aproximadamente 15 minutos. Se houver necessidade, coloque um pouquinho de água. Montagem: coloque um retângulo de massa folhada. Com ajuda de um saco de confeiteiro e bico cubra com o creme. Coloque outra massa folhada e cubra novamente com a ganache, finalizando com mais uma massa folhada. As mil folhas tem 3 camadas de massa folhada e duas de recheio. Sirva com a calda de morangos.
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SOBRE A CHEF PAULA STEPHAN
Graduada pela Le Cordon Bleu, onde aprendeu técnicas francesas da alta gastronomia utilizadas em cozinhas do mundo todo, Paula Stephan ministra aulas e fornece consultoria para elaboração de cardápios, além de treinar equipes e organizar eventos.
Atualmente faz curso de Sommelier Profissional na Associação Brasileira de Sommeliers para atuar no mercado de vinhos e ministra cursos próprios e em parcerias com empresas.
Instagram: @paulastephan.chef
A Gastronomia como Patrimônio Cultural
A alimentação humana é muito mais do que necessidade biológica — é linguagem, identidade e memória. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra seminal O Cru e o Cozido (1964), argumentou que a distinção entre alimentos crus e cozidos é a primeira e mais fundamental distinção cultural da humanidade: cozinhar transforma natureza em cultura, e cada técnica culinária é uma declaração filosófica sobre quem somos. Cada receita que passa de geração em geração carrega não apenas ingredientes e técnicas, mas histórias de migração, adaptação, escassez, abundância e criatividade.
O Brasil ocupa uma posição única na gastronomia mundial por ser o resultado de três grandes encontros culinários: a cozinha indígena (com seus processos de fermentação, uso de raízes, peixe e frutas amazônicas), a cozinha africana (com o dendê, quiabo, amendoim, coco e as técnicas de cozimento lento) e a cozinha europeia (principalmente portuguesa, com seu azeite, bacalhau, vinhos e doçaria conventual). A essa base, somaram-se as contribuições de japoneses, italianos, alemães, sírio-libaneses e tantos outros grupos que chegaram a partir do século XIX, enriquecendo ainda mais o mosaico culinário brasileiro.
Por que Cozinhar em Casa Faz Diferença
Pesquisas consistentes demonstram que pessoas que cozinham em casa regularmente têm dietas nutricionalmente superiores às que dependem de alimentação industrializada ou de restaurantes. Um estudo publicado no Public Health Nutrition com 9.569 participantes mostrou que quem cozinha mais de 5 vezes por semana consome 137 calorias a menos por refeição, mais vegetais e menos gorduras saturadas do que quem raramente cozinha. Além disso, o ato de cozinhar em si tem benefícios documentados para a saúde mental: é uma atividade mindfulness, de foco no presente, que combina criatividade, técnica e resultados tangíveis — uma receita (literalmente) para reduzir estresse e ansiedade.
O desperdício alimentar é outro fator onde cozinhar em casa faz grande diferença: quando temos controle sobre os ingredientes, usamos sobras de forma criativa, reduzindo o descarte. O Brasil desperdiça 46 milhões de toneladas de alimentos por ano — mais do que a produção total de muitos países — e grande parte desse desperdício ocorre no nível doméstico. Receitas que aproveitam cascas, talos e sementes não são apenas economia: são posicionamento ético diante de um sistema alimentar que precisa urgentemente de mudança.
Ingredientes de Qualidade: O Segredo Mais Simples
Chefs de restaurantes com estrelas Michelin frequentemente revelam que seu maior segredo não é a técnica — é a qualidade dos ingredientes. Um tomate cultivado lentamente em solo rico, colhido maduro, tem um perfil de sabor incomparavelmente superior ao tomate verde colhido antes do ponto e amadurecido artificialmente em câmaras frigoríficas. O mesmo vale para azeite extravirgem de primeira prensagem versus óleo refinado, para queijo artesanal versus processado, para frango de granja versus criação convencional. Apoiar produtores locais, mercados de agricultores e feiras orgânicas não é apenas escolha gastronômica — é investimento na biodiversidade alimentar, na saúde do solo e na economia das comunidades rurais.
