Faça a Moqueca de Caju do Espaço Mi Casa
Ingredients
- 1 kg caju maduro
- 5 cebolas roxas
- 5 pimentões vermelhos médios
- 2 talos de salsão
- 2 Alho-poró
- 1 kg tomate maduro
- 5 dentes alho
- 50 g r de gengibre
- 2 un de pimenta dedo de moça
- 50 ml azeite de dendê
- 1 l t de leite de coco
Instructions
- Coloque rodelas de tomate e tampe por 5 minutos.
- Para finalizar, coloque salsinha e coentro picados grosseiramente.
- Rendimento: 6 porções generosas.
- Endereço: Rua Joaquim Antunes, 48. Jd Paulistano
- Telefone: (11) 2371-7869
- Horário de funcionamento: todos os dias, das 8h às 12h para recreação e para festas a combinar (encerrando até 22h30)
- E-mail para contato/ reservas:[email protected]
A dica da vez do chef Rodrigo Tambelli, à frente da cozinha do espaço Mi Casa, em São Paulo, é uma moqueca com tudo que uma moqueca convencional tem, mas, no lugar de peixe, carne de caju. Ainda que o chef tenha buscado inspiração na clássica baiana — essa moqueca é simples e prática. Confira:
Ingredientes
- 1kg de caju maduro
- 5 cebolas roxas
- 5 pimentões vermelhos médios
- 2 talos de salsão
- 2 Alho-poró
- 1kg de tomate maduro
- 5 dentes de alho
- 50gr de gengibre
- 2un de pimenta dedo de moça
- 50ml de azeite de dendê
- 1 lt de leite de coco
Modo de preparo:
Refogue o gengibre, pimenta dedo de moça, cebola, salsão, alho-poró e o alho no azeite de dendê. Acrescente o tomate, pimentão e deixe cozinhar por 5 minutos, adicione o leite de coco. Depois que ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 15 minutos.
Bata tudo no liquidificador (adicione aos poucos). Coloque de volta na panela de volta e acrescente o caju cortado em rodelas. Mantenha em fogo baixo por 25 minutos.
Coloque rodelas de tomate e tampe por 5 minutos.
Para finalizar, coloque salsinha e coentro picados grosseiramente.
Rendimento: 6 porções generosas.
Serviços Endereço: Rua Joaquim Antunes, 48. Jd Paulistano Telefone: (11) 2371-7869 Horário de funcionamento: todos os dias, das 8h às 12h para recreação e para festas a combinar (encerrando até 22h30) Valet no local E-mail para contato/ reservas:espaço Mi Casa
A Pesca e os Frutos do Mar na História
Os frutos do mar estão entre os primeiros alimentos consumidos por seres humanos modernos. Evidências arqueológicas em grutas costeiras da África do Sul mostram que Homo sapiens consumia mariscos, mexilhões e ostras há pelo menos 165.000 anos — bem antes das primeiras evidências de caça de grandes animais. A riqueza nutricional do mar — especialmente os ácidos graxos ômega-3 — pode ter sido um fator determinante no desenvolvimento cognitivo dos nossos ancestrais, segundo teorias respeitadas na paleoantropologia.
O bacalhau merece menção especial na história culinária atlântica: o método de secagem e salga desenvolvido pelos Vikings no século X permitiu conservar o peixe por meses, tornando-o a “proteína do Atlântico” que alimentou exploradas e exploradores por séculos. Portugal ergueu parte de seu império comercial sobre o comércio do bacalhau — chamado carinhosamente de “fiel amigo” — e desenvolveu, segundo os próprios portugueses, “365 receitas de bacalhau, uma para cada dia do ano”. No Brasil, a herança lusitana fez do bacalhau um símbolo gastronômico da Páscoa irremovível da cultura alimentar do país.
A Pesca e os Frutos do Mar na História
Os peixes de água fria — salmão, sardinha, atum, cavala — são as fontes alimentares mais ricas em ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA, formas biologicamente ativas que o organismo utiliza diretamente para reduzir inflamação sistêmica, proteger o sistema cardiovascular e apoiar a saúde neurológica. Uma porção de 150g de salmão selvagem fornece até 3g de ômega-3 — três vezes a quantidade diária recomendada pela American Heart Association.
Frutos do mar como camarão, ostras e mexilhões são fontes extraordinárias de zinco, selênio e iodo — minerais que muitas pessoas têm dificuldade em obter em quantidade suficiente. O selênio do atum (45mcg por 100g) é um potente antioxidante que protege as células da oxidação lipídica. O iodo dos frutos do mar é essencial para a síntese de hormônios tireoidianos que regulam o metabolismo. E a vitamina D presente em peixes gordurosos é rara em alimentos naturais, tornando o consumo regular de peixe uma das formas mais eficientes de manter níveis adequados desta vitamina sem suplementação.
A Pesca e os Frutos do Mar na História
A relação das culturas costeiras com o mar resultou em culinárias de extraordinária sofisticação. No Japão, o sushi e o sashimi elevaram o consumo de peixe cru a forma de arte culinária, com o itamae (chef de sushi) passando décadas aprendendo a domar a faca e respeitar a qualidade do peixe. No Peru, o ceviche — peixe “cozido” quimicamente pela acidez do limão com pimenta amarela e cebola — é patrimônio cultural imaterial da humanidade e símbolo nacional. Na Tailândia, o pla pao (peixe assado na casca com ervas) é uma das preparações de rua mais aromáticas e antigas do sudeste asiático. E no Brasil, a moqueca — seja capixaba com urucum e azeite de dendê, seja baiana com leite de coco — é uma das mais complexas e saborosas preparações de peixe do mundo, com raízes indígenas, africanas e europeias fundidas em um só caldo.
