Lasanha de espinafre com ricota do chef André Pionteke
Ingredients
- 1 maço de espinafre
- 500 g ricota cremosa fresca
- 30 ml azeite de oliva
- 600 ml leite
- 30 g farinha de trigo (2 colheres de sopa)
- 30 g manteiga
- 200 g tomates pelatti cortados
- 200 g massa de lasanha
- 350 g queijo asiago ralado
Instructions
- Creme de ricota e espinafre
- Para o molho base
Se tem uma coisa que brasileiro gosta, é de massa. Somos o terceiro maior produtor de massa no mundo, perdendo apenas para a Itália e os Estados Unidos, e com o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus a demanda aumentou. Para fugir do lugar comum das lasanhas a bolonhesa, o chef André Pionteke, um dos participantes mais carismáticos da edição 2018 do programa Masterchef, criou uma receita deliciosa de lasanha com espinafre e ricota em parceria com o chef Henrique Campos. Juntos, os dois chefs comandam a cozinha do Trattô, em Curitiba, restaurante especializado em culinária italiana, ao lado do empresário João Bataglin.
“A lasanha de espinafre com ricota faz parte do cardápio da casa e é um dos nossos carro-chefe. É leve e foge do lugar comum das lasanhas tradicionais, tornando-se uma alternativa saborosa para os dias frios”, explicam os chefs.
O tempo de preparo é de uma hora e a lasanha rende de quatro a seis porções. Confira a receita e mãos à obra:
Ingredientes:
Para o creme de ricota com espinafre:
- 1 maço de espinafre
- 500g de ricota cremosa fresca
- 30ml de azeite de oliva
Para o molho base:
- 600ml de leite
- 30g de farinha de trigo (2 colheres de sopa)
- 30g de manteiga
- 200g de tomates pelatti cortados
Para a montagem:
- 200g de massa de lasanha
- 350g de queijo asiago ralado
Modo de preparo:
Creme de ricota e espinafre
Encha uma panela com água e leve para ferver no fogo. Enquanto isso, retire as folhas de espinafre dos talos e reserve. Agora encha um bowl com água fria. Quando a água ferver, coloque as folhas de espinafre e deixe por um minuto. Retire com a ajuda de uma peneira e coloque imediatamente na água fria para um choque térmico.
Em um liquidificador, ou processador, coloque a ricota (já despedaçada com as mãos mesmo), as folhas de espinafre bem escorridas e o azeite. Bata até formar um creme, tempere com sal e pimenta. Caso seja necessário, utilize um pouco da água do cozimento do espinafre para bater o creme. Reserve.
Para o molho base
Leve o leite para aquecer. Em outra panela, em fogo baixo, derreta a manteiga e junte a farinha de trigo, mexendo sempre com um fouet ou pão duro por aproximadamente 5 a 10 minutos, sem deixar que a manteiga queime.
Aos poucos, vá adicionando o leite na mistura de manteiga e farinha, mexendo constantemente com um fouet para não formar grumos. Deixe no fogo por mais 10 minutos, sempre em fogo baixo, e adicione os tomates pelatti. Tempere com sal e pimenta.
Montagem
Leve uma panela com água ao fogo para ferver. Encha um bowl com água fria e reserve. Quando a água ferver, coloque as massas de lasanha e cozinhe por 3 a 4 minutos. Retire e despeje imediatamente no bowl com água fria.
Em uma forma refratária, inicie a montagem da lasanha. Primeiro coloque o molho por toda a base da forma, depois, monte as camadas nesta sequência: disponha a massa sobre o fundo da forma, coloque o molho base, passe o creme de ricota e espinafre (se tiver um saco de confeiteiro facilita o processo) e o queijo ralado. Faça isso até ter pelo menos três camadas de recheio. Na última camada, despeje apenas o molho e o queijo por cima para gratinar. Leve ao forno em 200 graus por aproximadamente 20 minutos.
A História da Massa: Da Itália para o Mundo
Poucas categorias culinárias têm uma história tão rica e debatida quanto as massas. Embora a Itália seja universalmente reconhecida como a grande guardiã da cultura das massas, os registros históricos mostram que versões de macarrão já existiam na China há mais de 4.000 anos. O historiador gastronômico Silvano Serventi documentou que os romanos conheciam uma pasta chamada laganum — ancestral direta da lasanha — muito antes de Marco Polo supostamente “trazer o macarrão da China” no século XIII, um mito que os historiadores modernos há muito desmontaram.
Foi durante o Renascimento italiano que as massas ganharam sua identidade gastronômica definitiva. Cada região desenvolveu sua forma e molho característicos: o Piemonte abraçou o tajarin fino e rico em gemas; a Emília-Romanha consagrou o tagliatelle ao ragù bolognese; a Nápoles popularizou o spaghetti como alimento de rua, consumido com as mãos por vendedores em praças públicas. A chegada das massas secas nas Américas, com os fluxos migratórios italianos no final do século XIX, transformou a culinária do continente para sempre.
Perfil Nutricional: O que as Massas Oferecem ao Organismo
As massas de trigo duro — como as de semolina ou grano duro — são fontes de carboidratos complexos de digestão moderada, fornecendo energia sustentada ao longo de horas. Ao contrário do pão branco, a estrutura proteica do glúten presente nas massas de qualidade atrasa a liberação de glicose na corrente sanguínea, mantendo o índice glicêmico relativamente baixo (entre 40 e 55). Uma porção de 80g de massa seca cozida al dente fornece aproximadamente 280 kcal, 10g de proteína, 56g de carboidratos e apenas 1,5g de gordura. As versões integrais acrescentam fibras solúveis e insolúveis que alimentam a microbiota intestinal e contribuem para a saciedade.
O segredo nutricional está no ponto de cozimento: massa al dente tem índice glicêmico menor do que massa bem cozida, pois as proteínas ainda envolvem o amido, retardando sua digestão. Acrescentar azeite extravirgem e vegetais ao molho aumenta o teor de antioxidantes e gorduras saudáveis, transformando um prato simples em refeição nutricionalmente completa.
Massas ao Redor do Mundo: Variações Fascinantes
A vocação universal das massas fica evidente quando olhamos para as culturas mais diversas. No Japão, os ramen, soba e udon são massas feitas com farinha de trigo, trigo sarraceno ou batata-doce, servidas em caldos elaborados que levam horas para apurar. No Vietnã, os pho usam macarrão de arroz em caldo de carne perfumado com canela e anis-estrelado. No Oriente Médio, o kishk libanês combina trigo fermentado com leite coalhado, resultando em uma massa única com sabor ácido. Na Etiópia, o injera, embora tecnicamente um pão, funciona como base para molhos e ensopados de forma similar às massas do Mediterrâneo. Cada cultura encontrou na farinha e na água a base para construir sua própria identidade culinária.
