Lasanha de espinafre com ricota do chef André Pionteke

lasanha espinafre

Lasanha de espinafre com ricota do chef André Pionteke

Prep Time 10 minutes
Cook Time 30 minutes
Total Time 40 minutes
Servings 4 porções

Ingredients
  

  • 1 maço de espinafre
  • 500 g ricota cremosa fresca
  • 30 ml azeite de oliva
  • 600 ml leite
  • 30 g farinha de trigo (2 colheres de sopa)
  • 30 g manteiga
  • 200 g tomates pelatti cortados
  • 200 g massa de lasanha
  • 350 g queijo asiago ralado

Instructions
 

  • Creme de ricota e espinafre
  • Para o molho base

Se tem uma coisa que brasileiro gosta, é de massa. Somos o terceiro maior produtor de massa no mundo, perdendo apenas para a Itália e os Estados Unidos, e com o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus a demanda aumentou. Para fugir do lugar comum das lasanhas a bolonhesa, o chef André Pionteke, um dos participantes mais carismáticos da edição 2018 do programa Masterchef, criou uma receita deliciosa de lasanha com espinafre e ricota em parceria com o chef Henrique Campos. Juntos, os dois chefs comandam a cozinha do Trattô, em Curitiba, restaurante especializado em culinária italiana, ao lado do empresário João Bataglin.

“A lasanha de espinafre com ricota faz parte do cardápio da casa e é um dos nossos carro-chefe. É leve e foge do lugar comum das lasanhas tradicionais, tornando-se uma alternativa saborosa para os dias frios”, explicam os chefs.

O tempo de preparo é de uma hora e a lasanha rende de quatro a seis porções. Confira a receita e mãos à obra:

Ingredientes:

Para o creme de ricota com espinafre:

  •  1 maço de espinafre
  • 500g de ricota cremosa fresca
  • 30ml de azeite de oliva

Para o molho base:

  • 600ml de leite
  • 30g de farinha de trigo (2 colheres de sopa)
  • 30g de manteiga
  • 200g de tomates pelatti cortados

Para a montagem:

  • 200g de massa de lasanha
  • 350g de queijo asiago ralado

Modo de preparo:

Creme de ricota e espinafre

Encha uma panela com água e leve para ferver no fogo. Enquanto isso, retire as folhas de espinafre dos talos e reserve. Agora encha um bowl com água fria. Quando a água ferver, coloque as folhas de espinafre e deixe por um minuto. Retire com a ajuda de uma peneira e coloque imediatamente na água fria para um choque térmico.

Em um liquidificador, ou processador, coloque a ricota (já despedaçada com as mãos mesmo), as folhas de espinafre bem escorridas e o azeite. Bata até formar um creme, tempere com sal e pimenta. Caso seja necessário, utilize um pouco da água do cozimento do espinafre para bater o creme. Reserve.

Para o molho base

Leve o leite para aquecer. Em outra panela, em fogo baixo, derreta a manteiga e junte a farinha de trigo, mexendo sempre com um fouet ou pão duro por aproximadamente 5 a 10 minutos, sem deixar que a manteiga queime.

Aos poucos, vá adicionando o leite na mistura de manteiga e farinha, mexendo constantemente com um fouet para não formar grumos. Deixe no fogo por mais 10 minutos, sempre em fogo baixo, e adicione os tomates pelatti. Tempere com sal e pimenta.

Montagem

Leve uma panela com água ao fogo para ferver. Encha um bowl com água fria e reserve. Quando a água ferver, coloque as massas de lasanha e cozinhe por 3 a 4 minutos. Retire e despeje imediatamente no bowl com água fria.

Em uma forma refratária, inicie a montagem da lasanha. Primeiro coloque o molho por toda a base da forma, depois, monte as camadas nesta sequência: disponha a massa sobre o fundo da forma, coloque o molho base, passe o creme de ricota e espinafre (se tiver um saco de confeiteiro facilita o processo) e o queijo ralado. Faça isso até ter pelo menos três camadas de recheio. Na última camada, despeje apenas o molho e o queijo por cima para gratinar. Leve ao forno em 200 graus por aproximadamente 20 minutos.

A História da Massa: Da Itália para o Mundo

Poucas categorias culinárias têm uma história tão rica e debatida quanto as massas. Embora a Itália seja universalmente reconhecida como a grande guardiã da cultura das massas, os registros históricos mostram que versões de macarrão já existiam na China há mais de 4.000 anos. O historiador gastronômico Silvano Serventi documentou que os romanos conheciam uma pasta chamada laganum — ancestral direta da lasanha — muito antes de Marco Polo supostamente “trazer o macarrão da China” no século XIII, um mito que os historiadores modernos há muito desmontaram.

Foi durante o Renascimento italiano que as massas ganharam sua identidade gastronômica definitiva. Cada região desenvolveu sua forma e molho característicos: o Piemonte abraçou o tajarin fino e rico em gemas; a Emília-Romanha consagrou o tagliatelle ao ragù bolognese; a Nápoles popularizou o spaghetti como alimento de rua, consumido com as mãos por vendedores em praças públicas. A chegada das massas secas nas Américas, com os fluxos migratórios italianos no final do século XIX, transformou a culinária do continente para sempre.

Perfil Nutricional: O que as Massas Oferecem ao Organismo

As massas de trigo duro — como as de semolina ou grano duro — são fontes de carboidratos complexos de digestão moderada, fornecendo energia sustentada ao longo de horas. Ao contrário do pão branco, a estrutura proteica do glúten presente nas massas de qualidade atrasa a liberação de glicose na corrente sanguínea, mantendo o índice glicêmico relativamente baixo (entre 40 e 55). Uma porção de 80g de massa seca cozida al dente fornece aproximadamente 280 kcal, 10g de proteína, 56g de carboidratos e apenas 1,5g de gordura. As versões integrais acrescentam fibras solúveis e insolúveis que alimentam a microbiota intestinal e contribuem para a saciedade.

O segredo nutricional está no ponto de cozimento: massa al dente tem índice glicêmico menor do que massa bem cozida, pois as proteínas ainda envolvem o amido, retardando sua digestão. Acrescentar azeite extravirgem e vegetais ao molho aumenta o teor de antioxidantes e gorduras saudáveis, transformando um prato simples em refeição nutricionalmente completa.

Massas ao Redor do Mundo: Variações Fascinantes

A vocação universal das massas fica evidente quando olhamos para as culturas mais diversas. No Japão, os ramen, soba e udon são massas feitas com farinha de trigo, trigo sarraceno ou batata-doce, servidas em caldos elaborados que levam horas para apurar. No Vietnã, os pho usam macarrão de arroz em caldo de carne perfumado com canela e anis-estrelado. No Oriente Médio, o kishk libanês combina trigo fermentado com leite coalhado, resultando em uma massa única com sabor ácido. Na Etiópia, o injera, embora tecnicamente um pão, funciona como base para molhos e ensopados de forma similar às massas do Mediterrâneo. Cada cultura encontrou na farinha e na água a base para construir sua própria identidade culinária.

Criado em: 08/07/2020

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Atualizado em: 23/06/2026

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