Receita de moqueca de peixe com Alentejo

Receita de moqueca de peixe com Alentejo

Receita de moqueca de peixe com Alentejo

  • L eite de coco: 200 ml
  • L imão: 1 unidade
  • Sal: 1 colher de chá
  • Azeite de dendê: 1 colher de sopa
  • Coentro picado: 3 colheres de sopa
  • Tomates fatiados: 2 unidades
  • Pimentão amarelo fatiado: 1 unidade
  • Pimentão vermelho fatiado: 1 unidade
  • Cebola grande fatiada: 1 unidade
  1. Tempere as postas de peixe com o sal e o suco de limão. Espalhe bem e reserve.
  2. Em uma panela de ferro ou barro média, faça uma camada com metade da cebola, dos tomates e dos pimentões.
  3. Desligue o fogo e salpique o restante do coentro. Sirva em seguida com farofa de banana e arroz.
  4. Para harmonização do prato:
  5. Dicas de harmonização de Jean Stelmach, embaixador do Vinhos do Alentejo no Brasil
  6. Espumante Gran Reserva – Afrocheiro Monte da Ravasqueira – Arraiolos
  7. Amphora DOC Branco – Herdade do Rocim – Vidigueira
  8. Private Selectinon Branco – Herdade do Esporão – Reguengos
  9. Sossego Rose Touriga Nacional – Herdade do Peso – Vidigueira
  10. Pêra-Manca Branco DOC – Fundação Eugênio Almeida – Cartuxa – Évora
  11. SOBRE A CVRA – Comissão Vitivinícola Regional Alentejana

Com a chegada do alto inverno, os pratos quentes ganham força justamente por aquecerem o corpo e ajudarem a combater esse clima. Pensando nesse cenário, a Vinhos do Alentejo elegeu a moqueca de peixe para uma harmonização especial com vinhos da região do Alentejo. Extremamente suculenta, saborosa e leve, a receita, que vem acompanhada com farofa e arroz, torna-se uma opção de prato para quem deseja preparar algo singular.

Para harmonizar com este prato tipicamente brasileiro, Jean Stelmach, embaixador dos Vinhos do Alentejo 2019, selecionou, com exclusividade uma breve seleção de cinco vinhos regionais de castas variadas, como Touriga Nacional, Semillon, Antão Vaz, Arinto, entre outros, onde pode-se extrair o melhor dos mundos (ou países), obtendo assim uma boa experiência gastronômica sem sair de casa. Segue abaixo a receita completa e as dicas de harmonização.

Moqueca de peixe

Rendimento: 4 porções

Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes

  • Leite de coco: 200 ml
  • Limão: 1 unidade
  • Sal: 1 colher de chá
  • Azeite de dendê: 1 colher de sopa
  • Coentro picado: 3 colheres de sopa
  • Tomates fatiados: 2 unidades
  • Pimentão amarelo fatiado: 1 unidade
  • Pimentão vermelho fatiado: 1 unidade
  • Cebola grande fatiada: 1 unidade

Modo de preparo

Tempere as postas de peixe com o sal e o suco de limão. Espalhe bem e reserve.
Em uma panela de ferro ou barro média, faça uma camada com metade da cebola, dos tomates e dos pimentões.

Por cima, coloque as postas do peixe, salpique metade do coentro, cubra com o restante da cebola, tomate e pimentões. Acrescente o caldo de limão da marinara, o leite de coco e o azeite dendê.

Leve a panela ao fogo alto até ferver com a panela tampada, quando levantar fervura abaixe o fogo e cozinhe por aproximadamente 15 minutos, ou até que o peixe fique macio ao toque do garfo.
Desligue o fogo e salpique o restante do coentro. Sirva em seguida com farofa de banana e arroz.

Para harmonização do prato:

Dicas de harmonização de Jean Stelmach, embaixador do Vinhos do Alentejo no Brasil

Sugestão 1

Espumante Gran Reserva – Afrocheiro – Monte da Ravasqueira – Arraiolos

Um belíssimo exemplo da capacidade do Alentejo de fazer espumantes. Deliciosa textura, acidez vibrante e corpo opulento. Uma perlage delicadíssima. Na boca é uma explosão de sabores, frescor e rica complexidade. Um brut nature muito gastronômico, de pequenina produção.

Sugestão 2

Amphora DOC Branco – Herdade do Rocim – Vidigueira

O uso da talha de barro (anfora) é uma cultura milenar vivíssima no Alentejo. Este Amphora DOC da Herdade do Rocim foi o que mais me intrigou e encantou. Feito de 100% Antão Vaz de característica muito própria, é fresco, mineral, com ótima acidez e um tanino mordaz.

Sugestão 3

Private Selectinon Branco – Herdade do Esporão – Reguengos

Rígida seleção das uvas Semillon que depois foram fermentadas em carvalho francês com período em contato com as borras. Sem dúvida um dos brancos mais complexos que provei no Alentejo. Redondo, perfeito frescor da fruta com a elegância e complexidade do carvalho que nunca nos cansam de beber um pouco mais.

Sugestão 4

Sossego Rose Touriga Nacional – Herdade do Peso – Vidigueira

A produção de roses no Alentejo não é muito grande e esse é sem dúvidas um exemplar que vale a experiência. Feito 100% da uva Touriga Nacional de talhões (lotes) selecionados é muito delicado, com perfume no nariz que lembra a flores e frutos vermelhos. Na boca tem ótima acidez, corpo médio e um delicioso e fresco final.

Sugestão 5

Pêra-Manca Branco DOC – Fundação Eugênio Almeida – Cartuxa – Évora

Rico, intenso e elegante. Corte de Antão Vaz e Arinto que equilibra com maestria acidez, corpo e intensidade aromática. Parte do lote fermentou em aço inox e outra parte em barrica onde passou por um período em contato com as borras o que lhe conferiu maior complexidade.

SOBRE A CVRA – Comissão Vitivinícola Regional Alentejana

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi criada em 1989 e é um organismo de direito privado e utilidade pública que certifica, controla e protege os vinhos DOC Alentejo e os vinhos Regional Alentejano.

É também responsável pela promoção dos Vinhos do Alentejo, no mercado português e em mercados-alvo internacionais. Sua atividade é financiada através da venda dos selos de garantia que integram os contrarrótulos dos Vinhos do Alentejo.

A Pesca e os Frutos do Mar na História

Os frutos do mar estão entre os primeiros alimentos consumidos por seres humanos modernos. Evidências arqueológicas em grutas costeiras da África do Sul mostram que Homo sapiens consumia mariscos, mexilhões e ostras há pelo menos 165.000 anos — bem antes das primeiras evidências de caça de grandes animais. A riqueza nutricional do mar — especialmente os ácidos graxos ômega-3 — pode ter sido um fator determinante no desenvolvimento cognitivo dos nossos ancestrais, segundo teorias respeitadas na paleoantropologia.

O bacalhau merece menção especial na história culinária atlântica: o método de secagem e salga desenvolvido pelos Vikings no século X permitiu conservar o peixe por meses, tornando-o a “proteína do Atlântico” que alimentou exploradas e exploradores por séculos. Portugal ergueu parte de seu império comercial sobre o comércio do bacalhau — chamado carinhosamente de “fiel amigo” — e desenvolveu, segundo os próprios portugueses, “365 receitas de bacalhau, uma para cada dia do ano”. No Brasil, a herança lusitana fez do bacalhau um símbolo gastronômico da Páscoa irremovível da cultura alimentar do país.

Perfil Nutricional Excepcional dos Frutos do Mar

Os peixes de água fria — salmão, sardinha, atum, cavala — são as fontes alimentares mais ricas em ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA, formas biologicamente ativas que o organismo utiliza diretamente para reduzir inflamação sistêmica, proteger o sistema cardiovascular e apoiar a saúde neurológica. Uma porção de 150g de salmão selvagem fornece até 3g de ômega-3 — três vezes a quantidade diária recomendada pela American Heart Association.

Frutos do mar como camarão, ostras e mexilhões são fontes extraordinárias de zinco, selênio e iodo — minerais que muitas pessoas têm dificuldade em obter em quantidade suficiente. O selênio do atum (45mcg por 100g) é um potente antioxidante que protege as células da oxidação lipídica. O iodo dos frutos do mar é essencial para a síntese de hormônios tireoidianos que regulam o metabolismo. E a vitamina D presente em peixes gordurosos é rara em alimentos naturais, tornando o consumo regular de peixe uma das formas mais eficientes de manter níveis adequados desta vitamina sem suplementação.

Frutos do Mar nas Cozinhas do Mundo

A relação das culturas costeiras com o mar resultou em culinárias de extraordinária sofisticação. No Japão, o sushi e o sashimi elevaram o consumo de peixe cru a forma de arte culinária, com o itamae (chef de sushi) passando décadas aprendendo a domar a faca e respeitar a qualidade do peixe. No Peru, o ceviche — peixe “cozido” quimicamente pela acidez do limão com pimenta amarela e cebola — é patrimônio cultural imaterial da humanidade e símbolo nacional. Na Tailândia, o pla pao (peixe assado na casca com ervas) é uma das preparações de rua mais aromáticas e antigas do sudeste asiático. E no Brasil, a moqueca — seja capixaba com urucum e azeite de dendê, seja baiana com leite de coco — é uma das mais complexas e saborosas preparações de peixe do mundo, com raízes indígenas, africanas e europeias fundidas em um só caldo.

Criado em: 28/08/2019

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Atualizado em: 14/07/2026

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