Peixe e queijo de búfala: versatilidade e patrimônio culinário
Ingredients
- Filé de peixe 1 kg;
- 2 dentes alho picado;
- 1 Cebola em rodelas;
- 1 Tomate em rodelas;
- 1 Pimentão em rodelas;
- 2 Xícaras molho de tomate (pronto ou caseiro);
- 500 g queijo do Marajó Fazenda São Victor;
- 2 Xícaras farinha de trigo;
- Azeite de oliva 750ml (fritura do peixe) / 100 ml (preparo do molho de tomate).
Instructions
- Em uma panela coloque 750 ml de azeite de oliva, e deixe esquentar na temperatura de 180 frite os filés e reserve.
- Coloque as rodelas de cebolas no azeite de oliva, adicione os pimentões e tomates. Em seguida, coloque 2 xícaras de molho de tomate.
- 1a Camada de peixe frito
- 2a Camada de molho de tomate
- 3a Camada de Queijo do Marajó Fazenda São Victor
- E assim por diante até terminar os ingredientes. Mas a última cada dever ser de queijo. Leve ao forno para gratinar.
- Sobre Queijaria Fazenda São Victor
Na Ilha do Marajó, a iguaria está presente em todas as refeições, e pode ser consumida de várias maneiras
Considerado patrimônio cultural da Ilha de Marajó, o queijo de leite de búfala é produzido há mais de 200 anos, através de uma técnica tradicional. A iguaria que cada vez mais tem conquistado os mais variados paladares finos é versátil e compõe tanto opções salgadas quanto doces. Ele, muitas vezes, é responsável por acrescentar mais sabor às receitas.
Seguindo as tradições marajoaras, de acrescentar o queijo de leite de búfala em vários tipos de preparos, uma das matriarcas da família, Lea Pinheiro Teixeira, sugere a receita que intitula “Peixe Marajoara”, e recomenda que seja degustado em prazeroso encontro familiar. A base do preparo é peixe e o Queijo do Marajó Fazenda São Victor. A receita é tradicional, por isso, foi passada de geração a geração na família.
Ainda de acordo com Lea, o menu é a escolha perfeita para aqueles que preferem uma refeição mais leve e saborosa. Ela garante que, o queijo por ter uma consistência mais cremosa fica mais bem servido se finalizá-lo, levando ao forno por poucos minutos, e acrescentando molhos que podem ser de tomate ou outros sabores de preferência.
Abaixo segue a receita da deliciosa iguaria marajoara, e sugerida pela Lea Pinheiro:
Peixe Marajoara
Ingredientes:
– Filé de peixe – 1 kg;
– 2 dentes de alho picado;
– 1 Cebola em rodelas;
– 1 Tomate em rodelas;
– 1 Pimentão em rodelas;
– 2 Xícaras de molho de tomate (pronto ou caseiro);
– 500g de queijo do Marajó Fazenda São Victor;
– 2 Xícaras de farinha de trigo;
– Azeite de oliva 750ml (fritura do peixe) / 100 ml (preparo do molho de tomate).
Modo de Preparo:
Tempere o peixe com alho, limão, sal à gosto (deixe apurar bem o tempero). Em seguida, seque os filés com papel toalha, e passe na farinha de trigo e reserve.
Em uma panela coloque 750 ml de azeite de oliva, e deixe esquentar na temperatura de 180 frite os filés e reserve.
Molho:
Coloque as rodelas de cebolas no azeite de oliva, adicione os pimentões e tomates. Em seguida, coloque 2 xícaras de molho de tomate.
Montagem:
1a Camada de peixe frito
2a Camada de molho de tomate
3a Camada de Queijo do Marajó Fazenda São Victor
E assim por diante até terminar os ingredientes. Mas a última cada dever ser de queijo. Leve ao forno para gratinar.
Bom apetite!
Sobre Queijaria Fazenda São Victor
Desenvolvida em 2006 por Marcus e Cecília Pinheiro, tradicionais fazendeiros e criadores de búfalos da Ilha do Marajó, conquistou certificado de qualidade artesanal do produto. Detentora do selo 013 no segmento de produto artesanal no Pará, com a produção do Queijo Marajó Tipo Creme, conquistou premiações expressivas no gênero alimentício, entre elas o primeiro lugar no XII Encontro Nacional de Criadores de Búfalos e II Marajó Búfalos, tendo o reconhecimento na maior premiação de queijos artesanais, “Medalha de Bronze”, no III Prêmio Queijo do Brasil, e “Super Ouro” no IV Prêmio Queijo Brasil, em São Paulo.
A Pesca e os Frutos do Mar na História
Os frutos do mar estão entre os primeiros alimentos consumidos por seres humanos modernos. Evidências arqueológicas em grutas costeiras da África do Sul mostram que Homo sapiens consumia mariscos, mexilhões e ostras há pelo menos 165.000 anos — bem antes das primeiras evidências de caça de grandes animais. A riqueza nutricional do mar — especialmente os ácidos graxos ômega-3 — pode ter sido um fator determinante no desenvolvimento cognitivo dos nossos ancestrais, segundo teorias respeitadas na paleoantropologia.
O bacalhau merece menção especial na história culinária atlântica: o método de secagem e salga desenvolvido pelos Vikings no século X permitiu conservar o peixe por meses, tornando-o a “proteína do Atlântico” que alimentou exploradas e exploradores por séculos. Portugal ergueu parte de seu império comercial sobre o comércio do bacalhau — chamado carinhosamente de “fiel amigo” — e desenvolveu, segundo os próprios portugueses, “365 receitas de bacalhau, uma para cada dia do ano”. No Brasil, a herança lusitana fez do bacalhau um símbolo gastronômico da Páscoa irremovível da cultura alimentar do país.
Perfil Nutricional Excepcional dos Frutos do Mar
Os peixes de água fria — salmão, sardinha, atum, cavala — são as fontes alimentares mais ricas em ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA, formas biologicamente ativas que o organismo utiliza diretamente para reduzir inflamação sistêmica, proteger o sistema cardiovascular e apoiar a saúde neurológica. Uma porção de 150g de salmão selvagem fornece até 3g de ômega-3 — três vezes a quantidade diária recomendada pela American Heart Association.
Frutos do mar como camarão, ostras e mexilhões são fontes extraordinárias de zinco, selênio e iodo — minerais que muitas pessoas têm dificuldade em obter em quantidade suficiente. O selênio do atum (45mcg por 100g) é um potente antioxidante que protege as células da oxidação lipídica. O iodo dos frutos do mar é essencial para a síntese de hormônios tireoidianos que regulam o metabolismo. E a vitamina D presente em peixes gordurosos é rara em alimentos naturais, tornando o consumo regular de peixe uma das formas mais eficientes de manter níveis adequados desta vitamina sem suplementação.
Frutos do Mar nas Cozinhas do Mundo
A relação das culturas costeiras com o mar resultou em culinárias de extraordinária sofisticação. No Japão, o sushi e o sashimi elevaram o consumo de peixe cru a forma de arte culinária, com o itamae (chef de sushi) passando décadas aprendendo a domar a faca e respeitar a qualidade do peixe. No Peru, o ceviche — peixe “cozido” quimicamente pela acidez do limão com pimenta amarela e cebola — é patrimônio cultural imaterial da humanidade e símbolo nacional. Na Tailândia, o pla pao (peixe assado na casca com ervas) é uma das preparações de rua mais aromáticas e antigas do sudeste asiático. E no Brasil, a moqueca — seja capixaba com urucum e azeite de dendê, seja baiana com leite de coco — é uma das mais complexas e saborosas preparações de peixe do mundo, com raízes indígenas, africanas e europeias fundidas em um só caldo.
