O chef Henrique Fogaça cozinha pratos deliciosos como ravioli de cordeiro, siri mole e picadinho de carne para os clientes dos restaurantes Sal Gastronomia, Jamile e chef Henrique Fogaça.
Inaugurado em 2013 na Rua João Moura, em Pinheiros, o chef Henrique Fogaça é um enorme sucesso. O gastro pub possui um clima intimista e decoração com temática canina enquanto a trilha sonora do local é composta pelo bom e velho rock n’ roll e suas diversas vertentes.

Esse é um vídeo produzido pela Discovery home and health que mostra um pouco do dia a dia dentro da cozinha de um dos chefs mais conhecidos no Brasil. Henrique Fogaça inicia esse vídeo abrindo um pouco de sua intimidade “A cozinha cura. A cozinha salva vidas”. É a partir dessas palavras que nos aproximamos do desafio de estar a frente de restaurantes de peso.
Além desses desafios, atualmente Fogaça é jurado na 3ª Temporada do MasterChef Profissionais – programa transmitido pela emissora Band e disponibilizado na internet. Outros chefs que passaram pelo programa já receberam menção no “3 Talheres”, é o caso de Vinícius Rossignoli, participante do Masterchef 2018, que ministrou chef Henrique Fogaça no Taguatinga Shopping.
A Gastronomia como Patrimônio Cultural
A alimentação humana é muito mais do que necessidade biológica — é linguagem, identidade e memória. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra seminal O Cru e o Cozido (1964), argumentou que a distinção entre alimentos crus e cozidos é a primeira e mais fundamental distinção cultural da humanidade: cozinhar transforma natureza em cultura, e cada técnica culinária é uma declaração filosófica sobre quem somos. Cada receita que passa de geração em geração carrega não apenas ingredientes e técnicas, mas histórias de migração, adaptação, escassez, abundância e criatividade.
O Brasil ocupa uma posição única na gastronomia mundial por ser o resultado de três grandes encontros culinários: a cozinha indígena (com seus processos de fermentação, uso de raízes, peixe e frutas amazônicas), a cozinha africana (com o dendê, quiabo, amendoim, coco e as técnicas de cozimento lento) e a cozinha europeia (principalmente portuguesa, com seu azeite, bacalhau, vinhos e doçaria conventual). A essa base, somaram-se as contribuições de japoneses, italianos, alemães, sírio-libaneses e tantos outros grupos que chegaram a partir do século XIX, enriquecendo ainda mais o mosaico culinário brasileiro.
A Gastronomia como Patrimônio Cultural
Pesquisas consistentes demonstram que pessoas que cozinham em casa regularmente têm dietas nutricionalmente superiores às que dependem de alimentação industrializada ou de restaurantes. Um estudo publicado no Public Health Nutrition com 9.569 participantes mostrou que quem cozinha mais de 5 vezes por semana consome 137 calorias a menos por refeição, mais vegetais e menos gorduras saturadas do que quem raramente cozinha. Além disso, o ato de cozinhar em si tem benefícios documentados para a saúde mental: é uma atividade mindfulness, de foco no presente, que combina criatividade, técnica e resultados tangíveis — uma receita (literalmente) para reduzir estresse e ansiedade.
O desperdício alimentar é outro fator onde cozinhar em casa faz grande diferença: quando temos controle sobre os ingredientes, usamos sobras de forma criativa, reduzindo o descarte. O Brasil desperdiça 46 milhões de toneladas de alimentos por ano — mais do que a produção total de muitos países — e grande parte desse desperdício ocorre no nível doméstico. Receitas que aproveitam cascas, talos e sementes não são apenas economia: são posicionamento ético diante de um sistema alimentar que precisa urgentemente de mudança. chef Henrique Fogaça
A Gastronomia como Patrimônio Cultural
Chefs de restaurantes com estrelas Michelin frequentemente revelam que seu maior segredo não é a técnica — é a qualidade dos ingredientes. Um tomate cultivado lentamente em solo rico, colhido maduro, tem um perfil de sabor incomparavelmente superior ao tomate verde colhido antes do ponto e amadurecido artificialmente em câmaras frigoríficas. O mesmo vale para azeite extravirgem de primeira prensagem versus óleo refinado, para queijo artesanal versus processado, para frango de granja versus criação convencional. Apoiar produtores locais, mercados de agricultores e feiras orgânicas não é apenas escolha gastronômica — é investimento na biodiversidade alimentar, na saúde do solo e na economia das comunidades rurais. leia também sobre Receita de Macarrão com Cogumelos