📋 Índice:
- O que é o Selo Arte e por que ele importa
- Como funciona a fiscalização
- Exigências para a certificação
- A Queijaria Fazenda São Victor: trajetória e premiações
- O queijo do Marajó no cenário nacional
- O que diz o público
- Conclusão
- O que é o Selo Arte para queijos artesanais?
- O que é o Queijo do Marajó e onde é produzido?
- Quais prêmios a Queijaria Fazenda São Victor já conquistou?
- Quais são os requisitos para obter o Selo Arte?
- O Selo Arte permite a venda do queijo artesanal em outros estados?
O que é o Selo Arte e por que ele importa
Regulamentado pelo Decreto que implementa a Lei 13.680/18, o Selo Arte permite que produtos alimentícios artesanais de origem animal — queijos, mel, embutidos e derivados — sejam vendidos em todo o território nacional sem a exigência do selo de inspeção federal (SIF). A medida foi assinada durante cerimônia comemorativa dos 200 dias do governo federal e representa uma virada histórica para pequenos produtores rurais.
Para o consumidor, a certificação funciona como garantia de que o produto respeita métodos tradicionais de fabricação e boas práticas sanitárias. Para o produtor, significa acesso a novos mercados e maior valorização do trabalho artesanal. “Com o Selo Arte estaremos bem posicionados por conta de mais uma garantia de qualidade do produto, e o transitar com mais confiança e credibilidade”, resume Marcus Pinheiro, proprietário da Fazenda São Victor.
Como funciona a fiscalização
A concessão e o monitoramento do Selo Arte ficam sob responsabilidade dos estados e do Distrito Federal. Os produtos aprovados recebem identificação com a inscrição “Arte” e passam a ser fiscalizados pelos órgãos de saúde pública estaduais. A avaliação do cumprimento das boas práticas agropecuárias também é atribuição das secretarias estaduais competentes.
Exigências para a certificação
O regulamento técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estabelece requisitos higiênico-sanitários mínimos para as propriedades fornecedoras de leite destinado à produção artesanal. Entre as principais obrigações dos produtores estão:
- Controle sanitário do rebanho, com vacinação obrigatória contra febre aftosa (exceto em estados livres de vacinação);
- Certificação do rebanho como livre de Brucelose e Tuberculose, conforme programação oficial;
- Controle de mastite e de parasitas;
- Adequação das instalações e processos produtivos às boas práticas agropecuárias;
- Registro do estabelecimento artesanal junto ao órgão estadual competente.
As visitas técnicas realizadas no Pará pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), pela Emater e pelo MAPA tiveram exatamente esse objetivo: aplicar o checklist do programa e orientar os produtores sobre os procedimentos de registro. Palestras sobre Identificação Geográfica (IG) também integraram a programação.
A Queijaria Fazenda São Victor: trajetória e premiações
Fundada em 2006 a partir do Projeto Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Queijo do Marajó, a Fazenda São Victor detém o selo 013 no segmento de produto artesanal no Pará. Especializada no Queijo Marajó Tipo Creme — elaborado com leite de búfala —, a queijaria construiu ao longo de quase duas décadas um currículo de prêmios que a coloca entre as referências nacionais e internacionais do setor.
| Premiação | Edição | Resultado |
|---|---|---|
| XII Encontro Nacional de Criadores de Búfalos / II Marajó Búfalos | — | 1º lugar |
| Prêmio Queijo do Brasil | III Edição | Bronze |
| Prêmio Queijo do Brasil | IV Edição | Super Ouro |
| Prêmio Queijo do Brasil | V Edição | Ouro |
| Mondial du Fromage et des Produits Laitiers (França) | IV Edição | Prata |
A sócia proprietária da queijaria celebra o avanço rumo ao Selo Arte com perspectiva econômica clara: “A concessão do Selo Arte para nós produtores de queijos artesanais significa o avanço e impulsionamento da economia, gerando mais renda para o setor.”
O queijo do Marajó no cenário nacional
O movimento em torno do Selo Arte no Pará não é isolado. Em janeiro do mesmo ano, a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), sob a presidência de Geraldo Borges, levou ao conhecimento da então ministra da Agricultura, Tereza Cristina, uma seleção de queijos artesanais candidatos à certificação. A ministra destacou que a medida “vai dar agilidade, facilidade para a comercialização dos produtos, principalmente dos pequenos produtores rurais.”
O que diz o público
Quem já teve a oportunidade de provar o Queijo Marajó Tipo Creme da Fazenda São Victor costuma destacar a textura aveludada e o sabor delicado, levemente adocicado, característico do leite de búfala. A cremosidade incomum — diferente de qualquer queijo de leite bovino — é o ponto que mais surpreende quem experimenta pela primeira vez. A aceitação entre apreciadores de queijos artesanais tem sido consistente, com destaque especial para o desempenho do produto em contextos de degustação comparativa, onde frequentemente supera concorrentes de regiões com tradição queijeira mais consolidada no imaginário popular.
Entre entusiastas da gastronomia paraense, o queijo da Fazenda São Victor é citado como um dos melhores argumentos para colocar o Marajó no roteiro gastronômico do país — ao lado do açaí e do pato no tucupi.
Conclusão
A indicação da Queijaria Fazenda São Victor para o Selo Arte é um marco tanto para a produtora quanto para o queijo do Marajó como categoria. A certificação abre portas para um mercado nacional ainda pouco familiarizado com esse queijo de búfala, ao mesmo tempo em que reforça a importância de políticas públicas que valorizem a produção artesanal com rigor sanitário e identidade cultural. Se você conhece ou já provou o Queijo Marajó Tipo Creme da Fazenda São Victor, deixe sua opinião nos comentários — sua experiência enriquece o debate sobre os queijos artesanais brasileiros.
