Receita de Carne Louca mistura Índia com Brasil

Receita de Carne Louca mistura Índia com Brasil

Receita de Carne Louca mistura Índia com Brasil

Prep Time 40 minutes
Cook Time 30 minutes
Total Time 1 hour 10 minutes
Servings 4 porções

Ingredients
  

  • 1,5 kg lagarto
  • 1,5 l itro de água
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cenoura
  • 1 cebola
  • 1 salsão
  • 4 folhas louro
  • 2 cravos-da-índia
  • 1 canela em pau
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 3 colheres azeite
  • 1 cebola roxa picada
  • 1 cenoura grande picada
  • 3 xícaras (chá) de caldo
  • 1 xícara (chá) de molho de tomate
  • 100 g manteiga
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Instructions
 

  • Misture mostarda amarela com mel a gosto.
  • Tempo de preparo: 1 hora
  • Grau de Dificuldade: Médio
  • Rendimento: 20 minilanches

A hora da carne louca nas festinhas é sempre um sucesso. O lanche é democrático ao paladar e pode ser adaptado a vários gostos. Nesta versão, chef Melchior Neto apostou nas especiarias na elaboração da carne e o resultado ficou uma explosão de sabores. A Carne louca ganhou um preparo das Índias, mas não perdeu o rebolado brasileiro.

Carne Louca

Por Melchior Neto

Ingredientes

  • 1,5 kg de lagarto
  • 1,5 litro de água
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cenoura
  • 1 cebola
  • 1 salsão
  • 4 folhas de louro
  • 2 cravos-da-índia
  • 1 canela em pau
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Molho

  • 3 colheres de azeite
  • 1 cebola roxa picada
  • 1 cenoura grande picada
  • 3 xícaras (chá) de caldo
  • 1 xícara (chá) de molho de tomate
  • Salsa picada
  • 100g de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Comece picando o lagarto em cubos e tempere com sal e pimenta do reino. Frite direto na panela de pressão com azeite até dourar. Feito isso, acrescente a cenoura, o salsão, a cebola cortada ao meio com o louro, o cravo, a canela e adicione a água. Tampe a panela e leve ao fogo alto. Quando começar a apitar, baixe o fogo para médio e deixe cozinhar por 40 minutos e desligue. Espere sair o vapor, abra a panela e retire a carne. Coe o caldo e guarde para futuras preparações (como, por exemplo, um arroz). Reserve apenas 3 xícaras do caldo para o molho. Desfie todo o lagarto cozido e reserve.

Molho

Refogue a cebola e a cenoura no azeite. Em seguida, coloque a manteiga e quando derreter junte a farinha misturando. Coloque a carne desfiada, o molho de tomate, o caldo do cozimento e mexa bem. Junte a salsa e acerte o sal e pimenta.

Montagem
O ideal para montar lanchinhos em mini pães franceses, rechear torradas, rechear fatias de pão italiano ou até mesmo servir em potinhos. frio ou quente, no dia seguinte fica mais saboroso ainda

Molho para pão
Misture mostarda amarela com mel a gosto.

Tempo de preparo: 1 hora

Grau de Dificuldade: Médio

Rendimento: 20 minilanches

A Gastronomia como Patrimônio Cultural

A alimentação humana é muito mais do que necessidade biológica — é linguagem, identidade e memória. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra seminal O Cru e o Cozido (1964), argumentou que a distinção entre alimentos crus e cozidos é a primeira e mais fundamental distinção cultural da humanidade: cozinhar transforma natureza em cultura, e cada técnica culinária é uma declaração filosófica sobre quem somos. Cada receita que passa de geração em geração carrega não apenas ingredientes e técnicas, mas histórias de migração, adaptação, escassez, abundância e criatividade.

O Brasil ocupa uma posição única na gastronomia mundial por ser o resultado de três grandes encontros culinários: a cozinha indígena (com seus processos de fermentação, uso de raízes, peixe e frutas amazônicas), a cozinha africana (com o dendê, quiabo, amendoim, coco e as técnicas de cozimento lento) e a cozinha europeia (principalmente portuguesa, com seu azeite, bacalhau, vinhos e doçaria conventual). A essa base, somaram-se as contribuições de japoneses, italianos, alemães, sírio-libaneses e tantos outros grupos que chegaram a partir do século XIX, enriquecendo ainda mais o mosaico culinário brasileiro.

Por que Cozinhar em Casa Faz Diferença

Pesquisas consistentes demonstram que pessoas que cozinham em casa regularmente têm dietas nutricionalmente superiores às que dependem de alimentação industrializada ou de restaurantes. Um estudo publicado no Public Health Nutrition com 9.569 participantes mostrou que quem cozinha mais de 5 vezes por semana consome 137 calorias a menos por refeição, mais vegetais e menos gorduras saturadas do que quem raramente cozinha. Além disso, o ato de cozinhar em si tem benefícios documentados para a saúde mental: é uma atividade mindfulness, de foco no presente, que combina criatividade, técnica e resultados tangíveis — uma receita (literalmente) para reduzir estresse e ansiedade.

O desperdício alimentar é outro fator onde cozinhar em casa faz grande diferença: quando temos controle sobre os ingredientes, usamos sobras de forma criativa, reduzindo o descarte. O Brasil desperdiça 46 milhões de toneladas de alimentos por ano — mais do que a produção total de muitos países — e grande parte desse desperdício ocorre no nível doméstico. Receitas que aproveitam cascas, talos e sementes não são apenas economia: são posicionamento ético diante de um sistema alimentar que precisa urgentemente de mudança.

Ingredientes de Qualidade: O Segredo Mais Simples

Chefs de restaurantes com estrelas Michelin frequentemente revelam que seu maior segredo não é a técnica — é a qualidade dos ingredientes. Um tomate cultivado lentamente em solo rico, colhido maduro, tem um perfil de sabor incomparavelmente superior ao tomate verde colhido antes do ponto e amadurecido artificialmente em câmaras frigoríficas. O mesmo vale para azeite extravirgem de primeira prensagem versus óleo refinado, para queijo artesanal versus processado, para frango de granja versus criação convencional. Apoiar produtores locais, mercados de agricultores e feiras orgânicas não é apenas escolha gastronômica — é investimento na biodiversidade alimentar, na saúde do solo e na economia das comunidades rurais.

Criado em: 22/08/2019

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Atualizado em: 23/06/2026

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