Receita de “Casquinha da Mata” da Pousada do Sandi

Casquinha da Mata

Receita de Casquinha da Mata da Pousada do Sandi

Prep Time 10 minutes
Cook Time 30 minutes
Total Time 40 minutes
Servings 4 porções

Ingredients
  

  • 80 g cebola;
  • 300 g jaca
  • 80 g pimentão ou pimenta Cambuci (ou chapéu);
  • 270 g tomate;
  • 7 g alho;
  • 8 0g;
  • 10 g polvilho;
  • 15 g salsinha;
  • 15 g cebolinha;
  • 60 g azeite;
  • 80 g creme branco de castanha.
  • 130 g Castanha de Caju Cruas da A Tal da Castanha hidratada por 3 a 6 horas;
  • 120 ml água ou o necessário para bater

Instructions
 

  • Ingredientes para o creme Branco de Castanhas:
  • 130g Castanha de Caju Cruas da A Tal da Castanha hidratada por 3 a 6 horas;
  • 120ml água ou o necessário para bater, com cuidado para não deixar aguado.
  • Bata tudo no liquidificador até ficar muito cremoso, sem pedacinhos.
  • Montagem da Casquinha:

A Tal da Castanha traz uma receita especial da chef paulistana Natália Luglio,  jovem cozinheira especializada em gastronomia sustentável, com foco em ingredientes locais da biodiversidade brasileira e defensora de uma dieta à base de vegetais. O prato está disponível no menu plant based da Pousada do Sandi, que fica em Paraty e que passou por uma repaginada completa no último ano. Confira abaixo:

Ingredientes: 

  • 80g cebola;
  • 300g jaca
  • 80g pimentão ou pimenta Cambuci (ou chapéu);
  • 270g tomate;
  • 7g alho;
  • 80g;
  • 10g polvilho;
  • 15g salsinha;
  • 15g cebolinha;
  • 60g azeite;
  • 80g creme branco de castanha.

Modo de preparo:

Em uma panela refogue no fogo baixo a cebola, a pimenta ou pimentão e a carne de jaca. Quando começar a dourar, adicione o tomate e o alho e refogue até o tomate dissolver completamente e ficar bem cremoso. Adicione o creme branco de castanhas, o sal e as ervas e desligue. Espere esfriar e misture o polvilho.

Ingredientes para o creme Branco de Castanhas: 

  • 130g Castanha de Caju Cruas da A Tal da Castanha hidratada por 3 a 6 horas;
  • 120ml água ou o necessário para bater, com cuidado para não deixar aguado.

Modo de preparo:

Bata tudo no liquidificador até ficar muito cremoso, sem pedacinhos.

Montagem da Casquinha:

Coloque o refogado de jaca em uma concha (falsa, de cerâmica), rale um pouco de castanha do Pará por cima, regue com algumas gotas de azeite e leve ao forno pré-aquecido a 180º até dourar, entre 5 e 10 minutos.

A Gastronomia como Patrimônio Cultural

A alimentação humana é muito mais do que necessidade biológica — é linguagem, identidade e memória. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra seminal O Cru e o Cozido (1964), argumentou que a distinção entre alimentos crus e cozidos é a primeira e mais fundamental distinção cultural da humanidade: cozinhar transforma natureza em cultura, e cada técnica culinária é uma declaração filosófica sobre quem somos. Cada receita que passa de geração em geração carrega não apenas ingredientes e técnicas, mas histórias de migração, adaptação, escassez, abundância e criatividade.

O Brasil ocupa uma posição única na gastronomia mundial por ser o resultado de três grandes encontros culinários: a cozinha indígena (com seus processos de fermentação, uso de raízes, peixe e frutas amazônicas), a cozinha africana (com o dendê, quiabo, amendoim, coco e as técnicas de cozimento lento) e a cozinha europeia (principalmente portuguesa, com seu azeite, bacalhau, vinhos e doçaria conventual). A essa base, somaram-se as contribuições de japoneses, italianos, alemães, sírio-libaneses e tantos outros grupos que chegaram a partir do século XIX, enriquecendo ainda mais o mosaico culinário brasileiro.

A Gastronomia como Patrimônio Cultural

Pesquisas consistentes demonstram que pessoas que cozinham em casa regularmente têm dietas nutricionalmente superiores às que dependem de alimentação industrializada ou de restaurantes. Um estudo publicado no Public Health Nutrition com 9.569 participantes mostrou que quem cozinha mais de 5 vezes por semana consome 137 calorias a menos por refeição, mais vegetais e menos gorduras saturadas do que quem raramente cozinha. Além disso, o ato de cozinhar em si tem benefícios documentados para a saúde mental: é uma atividade mindfulness, de foco no presente, que combina criatividade, técnica e resultados tangíveis — uma receita (literalmente) para reduzir estresse e ansiedade.

O desperdício alimentar é outro fator onde cozinhar em casa faz grande diferença: quando temos controle sobre os ingredientes, usamos sobras de forma criativa, reduzindo o descarte. O Brasil desperdiça 46 milhões de toneladas de alimentos por ano — mais do que a produção total de muitos países — e grande parte desse desperdício ocorre no nível doméstico. Receitas que aproveitam cascas, talos e sementes não são apenas economia: são posicionamento ético diante de um sistema alimentar que precisa urgentemente de mudança.

A Gastronomia como Patrimônio Cultural

Chefs de restaurantes com estrelas Michelin frequentemente revelam que seu maior segredo não é a técnica — é a qualidade dos ingredientes. Um tomate cultivado lentamente em solo rico, colhido maduro, tem um perfil de sabor incomparavelmente superior ao tomate verde colhido antes do ponto e amadurecido artificialmente em câmaras frigoríficas. O mesmo vale para azeite extravirgem de primeira prensagem versus óleo refinado, para queijo artesanal versus processado, para frango de granja versus criação convencional. Apoiar produtores locais, mercados de agricultores e feiras orgânicas não é apenas escolha gastronômica — é investimento na biodiversidade alimentar, na saúde do solo e na economia das comunidades rurais.

Criado em: 10/01/2021

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Atualizado em: 23/06/2026

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