Incrível ravioli de búfala e espinafre com poché
Instructions
- 150 g de farinha de trigo
- 150 g de farinha de semola
- Sal pimenta do reino
- 16 ovos de codorna
- 2 maços de espinafre
- 25 g de manteiga sem sal
- 15 g de cebola picada
- 200 g de queijo mozzarella de búfala
- Sal e pimenta do reino moída
- Quebre a mozzarella de búfala e escorra a água.
- Utilizando 16 unidades de ravioli, 1kg de molho, 1g de salsinha picada e 1g de manjericão fresco:
- Misture o ravioli com o molho e ferva. Em um prato fundo, sirva o ravioli e finalize com as ervas frescas. Sirva imediatamente.
- Rendimento 3 a 4 porções
Que tal testar o talento na cozinha com essa super receita assinada pelo chef Lui Veronese. A receita com espinafre e mozzarella di bufala foi solicitada pela marca de mozzarellas DiBufalo e o prato faz parte do cardápio do chef. Vale lembrar que a mozzarella é um queijo especial, pois possui menos sódio e mais proteínas que os queijos bovinos. Já o espinafre é rico em niacina e zinco, bem como proteínas, fibras, vitaminas A, C, E e K, tiamina, vitamina B6, ácido fólico, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, cobre, e manganês. As mozzarellas de búfala da DiBufalo são produzidas com 100% leite de búfala, o que influencia na qualidade nutricional de qualquer receita.
Para o molho
- 200g de cebola finamente picada
- 100 g de alho finamente picado
- 200 ml de vinho branco para tempero
- 100 g de manteiga sem sal
- Fio de óleo
- 800 g de tomatti pelati
- 400 g de tomate maduro sem semente.
- 4 ml de molho inglês
Modo de preparo
Refogue o alho a cebola na manteiga com o óleo. Reduza o vinho na mesma panela. Acrescente o extrato de tomate, o tomate maduro batidos e peneirados, junte o molho inglês. Ferva até começar a borbulhar para fora da panela.
Para a massa
- 150 g de farinha de trigo
- 150 g de farinha de semola
- 1 ovo
- 2 gemas
- 10 g de azeite
- Sal pimenta do reino
Modo de preparo
Bata os ovos. Misture as duas farinhas e incorpore os ovos pouco a pouco com o azeite. Sove por 3 minutos, Deixando uniforme. Abra no cilindro até à espessura de 0,2 cm. Use imediatamente. Com o auxílio de um molde, recheie a massa com a mussarela de búfala, o espinafre formando um ninho e coloque o ovo no centro de cada ravioli. Repita para fazer 16 Raviolis. Feche com cuidado. Cozinhe por 1,5 minutos em água previamente salgada fervendo. Retire.
Para o recheio
- 16 ovos de codorna
- 2 maços de espinafre
- 25 g de manteiga sem sal
- 2 g de óleo
- 15 g de cebola picada
- 200 g de queijo mozzarella de búfala
- Sal e pimenta do reino moída
Mode de preparo
Aqueça uma panela com água até ferver. Desligue o fogo e quebre os ovos de codorna na água. Cozinhe os ovos poche para que fiquem com a gema mole, em torno de 2 minutos. Retire com cuidado. Salgue e reserve.
Em uma panela derreta a manteiga com o óleo e refogue a cebola. Coloque as folhas do espinafre e refogue até que murchem. Tempere com sal e pimenta do reino moída.
Quebre a mozzarella de búfala e escorra a água.
Para finalizar
Utilizando 16 unidades de ravioli, 1kg de molho, 1g de salsinha picada e 1g de manjericão fresco:
Misture o ravioli com o molho e ferva. Em um prato fundo, sirva o ravioli e finalize com as ervas frescas. Sirva imediatamente.
Rendimento 3 a 4 porções
Bom apetite!
A Gastronomia como Patrimônio Cultural
A alimentação humana é muito mais do que necessidade biológica — é linguagem, identidade e memória. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra seminal O Cru e o Cozido (1964), argumentou que a distinção entre alimentos crus e cozidos é a primeira e mais fundamental distinção cultural da humanidade: cozinhar transforma natureza em cultura, e cada técnica culinária é uma declaração filosófica sobre quem somos. Cada receita que passa de geração em geração carrega não apenas ingredientes e técnicas, mas histórias de migração, adaptação, escassez, abundância e criatividade.
O Brasil ocupa uma posição única na gastronomia mundial por ser o resultado de três grandes encontros culinários: a cozinha indígena (com seus processos de fermentação, uso de raízes, peixe e frutas amazônicas), a cozinha africana (com o dendê, quiabo, amendoim, coco e as técnicas de cozimento lento) e a cozinha europeia (principalmente portuguesa, com seu azeite, bacalhau, vinhos e doçaria conventual). A essa base, somaram-se as contribuições de japoneses, italianos, alemães, sírio-libaneses e tantos outros grupos que chegaram a partir do século XIX, enriquecendo ainda mais o mosaico culinário brasileiro.
Por que Cozinhar em Casa Faz Diferença
Pesquisas consistentes demonstram que pessoas que cozinham em casa regularmente têm dietas nutricionalmente superiores às que dependem de alimentação industrializada ou de restaurantes. Um estudo publicado no Public Health Nutrition com 9.569 participantes mostrou que quem cozinha mais de 5 vezes por semana consome 137 calorias a menos por refeição, mais vegetais e menos gorduras saturadas do que quem raramente cozinha. Além disso, o ato de cozinhar em si tem benefícios documentados para a saúde mental: é uma atividade mindfulness, de foco no presente, que combina criatividade, técnica e resultados tangíveis — uma receita (literalmente) para reduzir estresse e ansiedade.
O desperdício alimentar é outro fator onde cozinhar em casa faz grande diferença: quando temos controle sobre os ingredientes, usamos sobras de forma criativa, reduzindo o descarte. O Brasil desperdiça 46 milhões de toneladas de alimentos por ano — mais do que a produção total de muitos países — e grande parte desse desperdício ocorre no nível doméstico. Receitas que aproveitam cascas, talos e sementes não são apenas economia: são posicionamento ético diante de um sistema alimentar que precisa urgentemente de mudança.
Ingredientes de Qualidade: O Segredo Mais Simples
Chefs de restaurantes com estrelas Michelin frequentemente revelam que seu maior segredo não é a técnica — é a qualidade dos ingredientes. Um tomate cultivado lentamente em solo rico, colhido maduro, tem um perfil de sabor incomparavelmente superior ao tomate verde colhido antes do ponto e amadurecido artificialmente em câmaras frigoríficas. O mesmo vale para azeite extravirgem de primeira prensagem versus óleo refinado, para queijo artesanal versus processado, para frango de granja versus criação convencional. Apoiar produtores locais, mercados de agricultores e feiras orgânicas não é apenas escolha gastronômica — é investimento na biodiversidade alimentar, na saúde do solo e na economia das comunidades rurais.
