Proteção Animal Mundial incentiva bons hábitos em SP

Prazer para os sentidos, respeito ao corpo e paz para a consciência. Essas são sensações e sentimentos que os participantes da semana “Os Reis da Mesa” poderão desfrutar. E isso vale tanto para os comensais, que poderão provar pratos saborosos exclusivos, nutricionalmente equilibrados e adequados para uma nova realidade de alimentação, quanto para chefs idealizadores e suas equipes, que terão a convicção de exercitar seu ofício oferecendo alimentos integralmente éticos e sustentáveis.

A semana “Os Reis da Mesa” acontece de 4 a 10 de julho, em São Paulo, e inclui restaurantes destacados e comprometidos com um futuro melhor. O evento é uma iniciativa da Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal, para apresentar ao público caminhos para uma alimentação mais positiva e segura para a saúde humana, animal e do planeta.

A ação tem o pressuposto central de que é preciso rever os sistemas industriais intensivos de produção agropecuária que estão impactando a vida de muitas formas graves, bem como repensar as dietas repletas de comidas processadas e muito baseadas em proteína animal que eles empurram para uma sociedade cada vez mais urbanizada.

“A semana gastronômica ‘Os Reis da Mesa’ é a parte literalmente mais palatável da nossa campanha de mesmo nome, que trata do tema de forma ampla e duradoura. Ela conscientiza as pessoas sobre os sistemas de produção e seus impactos, estimula a diversificação alimentar e defende o maior uso de alimentos frescos e de origem vegetal, com consumo moderado de carnes primordialmente oriundas de animais criados com altos níveis de bem-estar”, detalha o gerente de Agropecuária Sustentável da Proteção Animal Mundial, José Ciocca.

“Com esse trabalho nós queremos pavimentar a transição ao instigar reflexão sobre aspectos culturais da alimentação brasileira e ajudar afastar estereótipos equivocados que foram se formando. O nome ‘Os Reis da Mesa’ parte do conceito de que os alimentos de origem vegetal no nosso prato são absolutamente tradicionais e não menos importantes ou saborosos do aquilo que chamamos popularmente de ‘mistura’.

Todos os ingredientes têm a sua majestade. Soberanos somos nós ao fazermos escolhas conscientes. É preciso desvincular consumo de carne de status social. Isso é uma construção mercadológica que a ciência mostra ser prejudicial para a saúde individual e coletiva. Ao corrigirmos isso, atuamos na raiz do problema para também reduzir o grande sofrimento animal que existe na indústria alimentícia”, explica.

Participantes e diretrizes

A semana “Os Reis da Mesa” já tem a participação confirmada dos restaurantes ChefVivi, Ruella Bistrô, Imma, Quattrino, MoDi Giardino, Bar Higienópolis, Las Chicas, Clementina, Mescla e Comedoria Gonzales.

Durante o período do evento cada um dos restaurantes oferecerá um prato “Os Reis da Mesa”, elaborado com atenção a recomendações nutricionais da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura/Organização Mundial da Saúde sobre a necessidade média de proteína animal de boa qualidade.

O prato deverá conter uma carne (de frango, suína ou bovina) com produção que atende a padrões de alto nível de bem-estar animal, do nascimento até o abate – fornecida pela ONG –, e outros ingredientes de origem vegetal em proporção harmoniosa, no intuito de mostrar receitas originais e saborosas com esses alimentos especiais.

Outros ingredientes de fonte animal, como ovos, queijo e mel, por exemplo, também devem ser de origem documentada.

A ação também tem como objetivo fazer a conexão entre os restaurantes participantes e fornecedores brasileiros que produzem uma carne ética e sustentável, na qual o sistema de criação respeita os padrões recomendados de elevado bem-estar para os animais.

Transição começa com conscientização

Para cada pessoa no mundo existem nove animais de fazenda criados em um sistema que desrespeita as necessidades físicas, biológicas e psicológicas deles. Tais sistemas também geram impactos relacionados a desmatamento, perda de biodiversidade, queimadas, emissões de gases e poluentes, uso de agrotóxicos, aumento da resistência antimicrobiana e disseminação da patógenos zoonóticos, entre outros.

A economia, as relações sociais, a natureza e os animais são afetados pelo “o quê” e “como” compramos. Ao ter consciência desses impactos, você pode maximizar os pontos positivos e minimizar os negativos, contribuindo com o seu poder de escolha para construir um mundo melhor. Isso é consumo consciente.

É possível colaborar com diversas causas reduzindo o consumo de carne e de produtos de origem animal como um todo. Dessa forma, juntamente com pequenas mudanças nas nossas atitudes e hábitos de consumo, que têm grande efeito no planeta e na nossa saúde, podemos fazer a diferença no futuro. O consumo consciente inclui a escolha das empresas das quais comprar e ajuda na transformação da sociedade.

A semana Os Reis da Mesa acontece de 4 a 10 de julho de julho e as ações – divulgação de informações sobre a criação de animais para consumo humano, receitas saborosas dos chefs envolvidos e outras dicas de consumo consciente – ficará à disposição nas redes da Proteção Animal Mundial durante todo o mês.

Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)

A Proteção Animal Mundial é a voz global do bem-estar animal, com mais de 70 anos de experiência em campanhas por um mundo no qual os animais vivam livres de crueldade e sofrimento. Temos escritórios em 12 países e desenvolvemos trabalhos em 47 países ao todo. Colaboramos com comunidades locais, com o setor privado, com a sociedade civil e governos para mudar a vida dos animais para melhor.

Nosso objetivo é mudar a maneira como o mundo trabalha para acabar com a crueldade e o sofrimento dos animais selvagens e de produção. Por meio de nossa estratégia global de sistema alimentar, vamos acabar com a pecuária industrial intensiva e criar um sistema alimentar humano e sustentável, que coloca os animais em primeiro lugar. Ao transformar os sistemas falhos que impulsionam a exploração e a mercantilização, daremos aos animais silvestres o direito a uma vida silvestre. Nosso trabalho para proteger os animais desempenhará um papel vital na solução da emergência climática, da crise de saúde pública e da devastação de habitats naturais.

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