Provamos delícias na Feira das Embaixadas

Provamos delícias na Feira das Embaixadas

Experimentar uma especialidade da gastronomia do Sri Lanka e depois, a poucos passos de distância, conhecer uma iguaria típica da Argentina. Superando todas as distâncias, a 13ª Feira das Embaixadas em Brasília permitiu que o público pudesse conhecer melhor a cultura de várias nações. O evento aconteceu no último sábado (10/11), no Expobrasília (Parque da Cidade), e contou com a participação de mais de 80 países. Em diversos estandes, foi possível ter acesso a informações turísticas, culturais e gastronômicas. E o melhor: tudo por uma causa maior, pois toda a verba arrecadada foi revertida em doações para projetos e instituições de caridade do Brasil.

“A gastronomia da África do Sul é feita com ingredientes simples, mas muito saborosa.”Khanyi Mashimbye, embaixatriz

O Grupo de Cônjuges e Chefes de Missão (GCCM), responsável pelo evento, caprichou em todos os espaços. O brasiliense teve a oportunidade de fazer um verdadeiro intercâmbio cultural e conhecer melhor muitos países, até mesmo os que não são tão conhecidos assim. É o caso do Chipre, que fica ao largo das costas da Síria e Turquia. O site 3 Talheres cobriu a feira e, com foco na gastronomia, conheceu algumas cozinhas tradicionais que marcaram presença. A primeira delas foi a da África do Sul.

Bobotie com yellow rice e salada - Delícias na Feira das Embaixadas
Favorito de Nelson Mandela: Bobotie com yellow rice e salada

Em parceria com o restaurante D’Vilela (Asa Norte), a embaixada orientou a receita do famoso Bobotie acompanhado com arroz com açafrão e passas e saladinha de tomate com alface. Como bem definiu a embaixatriz Khanyi Mashimbye, “a gastronomia da África do Sul é feita com ingredientes simples, mas muito saborosa”. E ela estava certa. O Bobotie é uma deliciosa carne moída que, à primeira vista, parece ser como qualquer outra. Mas basta sentir o aroma para perceber que, em seu preparo, vai uma rica mistura de temperos, que inclui três tipos de pimenta, curry, garam masala, canela, açúcar mascavo, gengibre, geleia de damasco, entre muitos outros. Tudo isso gratinado com ovos batidos com leite. “A cozinha sul-africana é bem condimentada. Todos os pratos foram feitos com as receitas originais”, explicou a chef Maria D’Vilela. E uma curiosidade: Bobotie era o prato favorito do pacifista Nelson Mandela.

A Indonésia foi uma ótima surpresa. Provamos uma bakso (foto principal deste texto), que é uma espécie de sopa de almôndegas. Leva cebolinha, pimenta, alho, macarrão e molho de soja. Por cima, uma camada de cebola fritinha. Lembra os ramens japoneses, ainda mais pelo caldo ser leve. Também experimentamos a carne rendang com arroz. Ela leva açúcar, capim-limão, ervas, páprica vermelha e leite de coco. Demora cerca de oito horas para ficar pronta, o que explica como é uma carne muito saborosa e que derrete na boca.

Doces surpresas

Por fim, a sobremesa tradicional da Indonésia foi deliciosa. Chama-se Es Campur. Leva água de coco, leite condensado, xarope de groselha, gelatina (ou agar-agar), lascas de coco e pedacinhos de abacate. O resultado é refrescante e muito saboroso. Remete à infância por causa da groselha e brinca com as texturas, pois tem a diversão da consistência da gelatina, com o caldo bem líquido e os pedaços de fruta. Sem dúvidas é para se comer com um sorriso no rosto!

Sorvete esloveno com azeite e sementes de abóbora

Além dos pratos pagos, havia a possibilidade de degustar e conhecer muitas coisas, como as apimentadas opções da Coreia do Sul ou um drink de saquê gaseificado do Japão, nos sabores pera e grapefruit (disponíveis para venda na mercearia Mikami). Uma grande surpresa foi uma combinação um tanto inusitada direto da Eslovênia: sorvete com azeite. O sorvete de baunilha foi servido com azeite de abóbora e sementes de abóbora. Pode parecer estranho, mas combina muito. O sabor lembra o de um pistache e o azeite não é como os de oliva. Ele é muito grosso e, ao entrar em contato com o sorvete, muda de cor.

Essas foram algumas das experiências da 13ª Feira das Embaixadas em Brasília. O evento poderia acontecer também no domingo, uma vez que não dá para dar a volta ao mundo em apenas um dia!

Michel Toronaga

Jornalista brasiliense, cinéfilo. Acredita que a comida é uma troca de energia e que a cozinha é o lugar da casa onde todos se tornam iguais. Como parte de sua herança familiar, é fã de curry japonês, embora não abra mão de uma bela farofinha.

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