O restaurante A Mano chegou a Brasília com uma proposta clara: fazer jus ao próprio nome. Em italiano, a mano significa feito à mão — e é exatamente essa filosofia que orienta cada detalhe da casa, da massa fresca trabalhada à vista do cliente até a seleção de vinhos assinada por uma das sommelières mais respeitadas do país. Com o premiado chef Ronny Peterson no comando, o endereço já integra os roteiros gastronômicos obrigatórios da capital federal. Confira também nossa cobertura nacional: panorama gastronômico nacional. Veja mais na nossa cobertura de Brasília: panorama gastronômico nacional.
📋 Índice:
- Um espaço pensado para a experiência completa
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Um espaço pensado para a experiência completa
A arquitetura do A Mano, assinada pela arquiteta Karla Amaral, equilibra sofisticação e acolhimento. Painéis de madeira contrastam com paredes de vidro que revelam, ao fundo, a cozinha de massas em plena atividade. Não é um recurso decorativo: é uma declaração de intenções. Ver a fregola sendo cortada minutos antes de ela chegar ao prato muda a relação do comensal com a refeição.
O serviço acompanha o nível do ambiente. A equipe de salão demonstra conhecimento sobre os pratos e os ingredientes, sem o formalismo excessivo que às vezes intimida. A carta de vinhos fica a cargo da sommelière Ana Clara Carvalho, profissional com passagem pelo grupo Fasano — referência nacional em hospitalidade de alto padrão. A seleção é coerente com a cozinha italiana clássica que Peterson propõe.
Um espaço pensado para a experiência completa
Ronny Peterson construiu sua reputação em torno do respeito às técnicas e aos ingredientes italianos, sem abrir mão de pequenas surpresas que tornam cada prato memorável. No A Mano, essa assinatura aparece já no couvert.
À mesa chegam pães assados na hora, acompanhados de manteiga de ervas, patê de ricota de búfala com raspas de limão e caponata siciliana. O patê de ricota com limão é o elemento que mais chama atenção: o cítrico confere ao queijo um frescor inesperado, moderno sem ser forçado. A caponata, por sua vez, cumpre o papel do clássico com competência — agridoce, densa, reconfortante.
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O Ravioli di Brie al Tartufo (R$ 68) é o prato que melhor sintetiza a proposta do A Mano. Massa fresca recheada de queijo brie, finalizada com manteiga e trufas negras, o prato equilibra a untuosidade do brie com o aroma terroso da trufa. É uma combinação que poderia facilmente escorregar para o excesso — mas Peterson calibra com precisão. Quem senta à mesa sem grandes expectativas levanta com uma referência nova de cozinha italiana em Brasília.
Já o Costolette D’agnello con Lardo di Colonnata — carré de cordeiro grelhado ao próprio molho, servido com fregola e lardo de Colonnata frito — é o prato para quem busca a carne bem executada. A fregola, massa sarda em pequenos grãos, absorve o molho do cordeiro com elegância. O lardo frito, detalhe aparentemente menor, adiciona uma camada de sabor defumado e crocante que eleva o conjunto. São exatamente esses detalhes que separam o A Mano de um restaurante italiano convencional.
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| Dia | Horário |
|---|---|
| Segunda a quinta | 12h–15h e 19h–0h |
| Sexta e sábado | 12h–0h30 |
| Domingo | 12h–17h |
- Endereço: 411 Sul, Bloco D, Loja 36 — Brasília (DF)
- Telefone: (61) 3245-8235
- Sócios: Leandro Pompeu, Tiago Boita, Carlos Rodrigues, André Sampaio e chef Ronny Peterson
Um espaço pensado para a experiência completa
A recepção do A Mano entre os frequentadores de Brasília tem sido consistentemente positiva. O ponto das massas frescas é o aspecto mais elogiado — quem conhece a produção artesanal reconhece a diferença na textura e no sabor. O couvert também acumula menções favoráveis, especialmente o patê de ricota com limão, que costuma surpreender até os clientes mais habituados à cozinha italiana.
A experiência de ver as massas sendo preparadas atrás do vidro é apontada como um diferencial que vai além do visual: cria uma conexão entre o comensal e o que está no prato. O atendimento é descrito como atencioso sem ser invasivo — equilíbrio difícil de alcançar em casas de alto padrão. Eventuais críticas recaem sobre o tempo de espera nos horários de pico, o que, em um restaurante que trabalha com massa fresca sob demanda, é quase inevitável.
Um espaço pensado para a experiência completa
O A Mano ocupa um espaço que Brasília precisava: uma casa de cozinha italiana que leva a sério tanto a tradição quanto a técnica, sem transformar a experiência em algo inacessível. A combinação entre o trabalho artesanal de Peterson, a curadoria de vinhos de Ana Clara Carvalho e um ambiente bem resolvido faz do endereço uma escolha segura para almoços de negócios, jantares em família ou qualquer ocasião que mereça uma refeição acima da média.
Para acompanhar outras aberturas e movimentos da gastronomia brasileira, confira nosso panorama gastronômico nacional.
Você já visitou o A Mano? Conte nos comentários qual prato mais chamou sua atenção — e se o Ravioli di Brie al Tartufo chegou à altura da expectativa.
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