Que tal convidar amigos e familiares para comemorar o Dia da Pizza? Celebrado no Brasil em 10 de julho, pode ser uma oportunidade para explorar e apreciar diversos sabores de cobertura e inovar também na massa. Para quem curte preparar sua própria pizza em casa, eis uma dica do chef Isaías Soares: incluir molho de tomate triturado da EKMA na massa.
Para preparar a massa de uma pizza de 35 cm (oito fatias), serão necessários os seguintes ingredientes:
- 200 gramas de farinha de trigo
- 3 gramas de fermento biológico
- 6 gramas de sal
- 7 gramas de azeite
- 3 gramas de açúcar
- 120 gramas de Tomate Triturado da EKMA
Modo de Preparo:
Colocar a farinha em um recipiente e, em seguida, acrescentar o fermento e o açúcar. Misture bem. Coloque o sal e misture novamente. Em seguida, acrescente o azeite e o Tomate Triturado da EKMA (que é elaborado apenas com tomates selecionados e levemente temperados com azeite de oliva e alho in natura). Bolear por 7 minutos ou até a massa fiar homogênea. Em seguida, faça uma bolinha e deixe crescer por cerca de uma hora ou até dobrar de tamanho. Feito isso, abra a massa, escolha a cobertura que mais gosta e leve ao forno por aproximadamente 15 minutos.
Sobre a Ekma
No mercado desde 1972, a marca se consagrou como líder de vendas do segmento de molhos e condimentos para food service. Seu portfólio abrange molhos para lanche e condimentados, para salada em sachê, orientais, maionese, além de atomatados, como extrato de tomate, tomate triturado, molho refogado e para pizza, que são distribuídos em todo território nacional, principalmente nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A fábrica, localizada em Taquaritinga, no interior de São Paulo, ocupa uma área de 30 mil metros quadrados, sendo cinco mil de área construída, e gera quase 900 empregos diretos e indiretos. São processadas na planta fabril, cerca de três mil toneladas de produtos por mês.
Sobre o Chef Isaias Soares
Formado em Gastronomia e pós-graduado em Massas Italianas, o Chef Isaias é referência quando o assunto é pizza. Com ampla experiência nacional e internacional, é diretor da FIC (Federação Italiana de Cozinheiros) no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e da API (Associação Pizzarias Italianas). Além disso, é diretor da FEBRAMEPI (Federação Brasileira de Mestres Pizzaiolos) e diretor do Instituto Gourmet da Pizza. Sua habilidade como pizzaiolo é reconhecida em todo o mundo, e sua especialização na Accademia Pizzaioli e Le 5 Stagione na Itália o destacam ainda mais como um verdadeiro mestre em sua arte.
Pães, Tortas e Salgados: A Arte da Massa Fermentada
O pão é o alimento mais universal da história humana — presente em todas as civilizações que domesticaram gramíneas, do trigo mediterrâneo ao milho americano, do arroz asiático ao centeio europeu. O pão fermentado mais antigo encontrado pelos arqueólogos data de 14.400 anos e foi descoberto em Shubayqa, na Jordânia, indicando que grupos de caçadores-coletores faziam pão antes mesmo da agricultura. A fermentação espontânea — descoberta provavelmente por acidente, quando a massa foi esquecida e ao ser assada ficou mais leve e saborosa — transformou para sempre a relação da humanidade com os cereais.
A quiche lorraine, torta salgada por excelência, nasceu na região da Lorena, na fronteira entre França e Alemanha, possivelmente no século XVI. A palavra “quiche” deriva do alemão Kuchen (bolo), e o recheio original era apenas ovo, creme e bacon defumado — o queijo foi adição posterior que se tornou indissociável da receita moderna. As tortas salgadas em geral têm esse mesmo DNA de praticidade: uma crosta que serve de recipiente e transportador, preenchida com o que havia disponível na despensa, assada para conservar e fácil de carregar em viagens e trabalhos de campo.
Nutrição: Massas Fermentadas e Suas Vantagens
A fermentação transforma quimicamente os cereais, tornando-os nutricionalmente superiores à farinha crua. As bactérias lácticas do fermento natural (sourdough) consomem parte dos carboidratos simples, reduzindo o índice glicêmico do pão. Mais importante: o ácido fítico — presente nos cereais integrais e que bloqueia a absorção de ferro, zinco e cálcio — é degradado pela fermentação em até 50%, tornando esses minerais mais biodisponíveis. Pão de fermentação natural tem pH mais ácido que o pão de fermento biológico, o que retarda o crescimento de mofo e prolonga naturalmente sua vida útil.
A tapioca, goma extraída da mandioca, é naturalmente sem glúten e com baixo teor proteico — ideal para quem tem doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. O pão de queijo mineiro, feito com polvilho azedo (polvilho fermentado), tem textura única graças ao amido gelatinizado durante o cozimento que cria a estrutura elástica característica sem necessidade de glúten.
Tradições Panificadoras ao Redor do Mundo
A cultura do pão artesanal está em plena renascença global. Na França, a baguette tradicional — com apenas farinha, água, sal e fermento — ganhou reconhecimento como patrimônio imaterial da UNESCO em 2022. No Irã, o sangak é assado em leito de pedrinhas quentes e consumido quente no café da manhã por milhões de pessoas diariamente. Na Etiópia, o injera de teff fermentado é simultaneamente prato e talheres — a base esponjosa sobre a qual os ensopados são servidos e com a qual são consumidos. No Brasil, o pão de queijo é talvez o maior fenômeno de exportação da padaria nacional, vendido em aeroportos do mundo todo e representando a herança das fazendas mineiras do século XVIII, onde o polvilho substituía a farinha de trigo importada escassa.